19 de maio de 2010

Erdinger Urweisse

A cervejaria alemã Erdinger inovou quando lançou esta versão de trigo, com personalidade e com toda tipicidade de uma clássica cerveja de trigo bávara. Trata-se da Erdinger Urweisse, uma cerveja produzida com a receita original da cervejaria, datada de sua fundação em 1886. Enquanto toda a linha Erdinger é feita com uma exclusiva fermentação “híbrida” (utiliza-se leveduras de alta fermentação nos tanques da fábrica e de baixa fermentação nas garrafas) a Erdinger Urweisse utiliza apenas fermentos de alta (ales) nos tanques não sendo refermentada na garrafa. A versão ora analisada segue os rígidos padrões de qualidade e pureza e traz em sua embalagem referências de tradição. Estou falando da garrafa modelo Euroflasche de 500ml, rótulo antigo e copo que lembra aqueles produzidos artesanalmente, soprados um a um (note que na foto abaixo, a cerveja foi servida no copo “padrão” da Erdinger). Seguem as impressões da Erdinger Urweisse:

Erdinger Urweisse
Deg. 15/05/2010
Família - Ale
Estilo – Weizenbier.
Teor de álcool – 5,2 %.
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus.
Cor – Cor de mel escuro, turva.
Espuma – Ótima formação e excelente duração, cremosa e branca.
Aroma – Cravo evidente, banana, doce, malte, fermento.
Sabor – Médio/leve corpo e boa carbonatação, banana, cravo também pronunciado como no aroma, leve amargor, fermento.
Veredicto – Ótimo exemplar de trigo. O creme desta versão da Erdinger é fora de série!!! Bela espuma, cremosa e duradoura. Os sabores da Urweisse (ur = velho) são bem equilibrados arrematado por um corpo bastante agradável. Minhas eleitas da Erdinger??? Urweisse e Pikantus, sem dúvida!

15 de maio de 2010

Gouden Carolus Hopsinjoor

A mais nova cria da cervejaria belga Het Anker é uma Belgian IPA refermentada na garrafa e não filtrada. Estou falando da Gouden Carolus Hopsinjoor, produzida desde 2008, da qual exponho minhas impressões:

Gouden Carolus Hopsinjoor
Deg. 07/05/2010
Família – Ale
Estilo – Belgian IPA (também classificada como Belgian Specialty Ale)
Teor de álcool – 8,0 %.
Temperatura de serviço – 5 a 7 graus (cervejaria indica mesma temperatura)
Cor – Alaranjada, turva.
Espuma – Ótima formação e excelente duração, cremosa, densa, bege bem clara.
Aroma – Lúpulos, doce, fermento, cítrico dos lúpulos.
Sabor – Médio corpo, média carbonatação, amargor do início ao fim evidente, cítrico, leve doce, sensação quente, álcool razoável, fermento, final e retrogosto amargos.
Veredicto – Aroma e sabor de lúpulo intensos. Utiliza em sua formulação quatro lúpulos: Golding, Spalt, Hallertau e Saaz. Além dos citados lúpulos também se utiliza malte de cevada, milho e açúcar. Excelente cerveja de um estilo que me fascina. É mais amarga que a Hop-it, da holandesa Urthel, que diga-se de passagem, é uma das minhas cervejas preferidas. Exemplar pra quem gosta do cítrico e aromas de mato dos lúpulos. Pena que é cara demais. Santa Cerveja !!

11 de maio de 2010

Marston's Double Drop

Terminando com, pelo menos até agora, a exposição das Marston’s, trago as sensações da versão Double Drop da cervejaria inglesa. Se você é esperto, as dicas pra saber um pouco sobre a cervejaria são encontradas em post anterior da Marston’s. Ou vá a parte superior esquerda do blog e digite o nome da cervejaria. Seguem as impressões da Marston’s Double Drop:

Marston’s Double Drop
Deg em 02/05/2010
Família – Ale.
Estilo – English Pale Ale
Teor de álcool – 5,0 %.
Temperatura de serviço – 5 a 7 graus.
Cor – Cobre, levemente turva.
Espuma – Boa formação e média/pouca duração, cremosa, bege.
Aroma – Maltes, mel, lúpulo, frutada.
Sabor – Médio/leve corpo, média carbonatação, caramelo, mel, maltes, leve doce, final agradavelmente amargo de lúpulo.
Veredicto – A melhor da Marston’s até agora. Apresenta um amargor final bem agradável. O mel é bem evidente em aroma e sabor, mas também agradável. Cerveja trivial!

8 de maio de 2010

Orval

A Abadia de Notre-Dame d’Orval foi fundada no século XII na província de Luxemburgo, Bélgica. Depois de ter sido consumida pelo fogo, no ano de 1252, foi reconstruída no século XVI. Porém, foi destruída novamente durante a revolução francesa. Sua nova reconstrução iniciou-se em 1926 passando a produzir sua cerveja novamente em 1934. As garrafas e cálices da Orval apresentam como símbolo uma truta com anel na boca. Segundo a lenda, em 1076, a condessa Matilde da Toscana estava a bordo de um pequeno bote em visita ao vale onde hoje se encontra o mosteiro. A condessa deixou cair na água seu anel de noivado quando começou a rezar para que pudesse recuperá-lo. Nesse momento, uma truta apareceu com seu anel na boca. Em agradecimento ela decidiu construir um mosteiro naquele lugar, o mosteiro de Orval. Seguem as impressões da trapista Orval:

Orval
Deg. 03/04/2010
Família – Ale
Estilo – Belgian Pale Ale – Authentic Trappist ( também classificada de Belgian Specialty Ale).
Teor de álcool – 6,2 %.
Temperatura de serviço – 8 a 12 graus (rótulo indica de 12 a 14 graus)
Cor – Cobre profundo.
Espuma – Média formação e média duração, bege.
Aroma – Doce, malte, lúpulo, vinho/madeira, “remédio”, cítrico, toffee, condimentos.
Sabor – Médio corpo e média/baixa carbonatação, seca, amargor de lúpulo, toffee, maltes, doce, fermento, “azedo”, (vinho??).
Veredicto – Esta cerveja da foto ao lado, ficou “descansando” quase cinco anos em minha adega. Não tenho do que me arrepender. Excelente cerveja trapista. Sou fã da Orval. O mais interessante é que, diferentemente de outras trapistas, a Orval produz esta única versão. Tudo nela é especial. A taça, a garrafa e sua complexidade... Cerveja que remete às lambics pelo seu azedume, por conta da utilização de leveduras selvagens (bretanomyces) em sua formulação. Além disso a Orval passa pelo processo de dry-hopping (onde o lúpulo é adicionado na fase de maturação da cerveja). Segundo conhecedores, a Orval somente deve ser degustada após pelo menos seis meses da data de envase, momento em que o lúpulo se equilibra e a cerveja se torna mais complexa pela atuação das leveduras contidas na garrafa. Desafio os apreciadores de vinho a experimentar a Orval envelhecida para descobrirem uma das facetas da melhor bebida do mundo. Santa Cerveja !! Santa Cerveja !! Duas vezes!!!!!!!!!

4 de maio de 2010

Meantime India Pale Ale

Depois de postar algumas das versões produzidas pela excelente cervejaria britânica, estava intrigado em experimentar sua English IPA, já que todos os comentários sobre ela indicavam para uma experiência ímpar. Valeu a pena!! Sempre gosto de lembrar que a história da cervejaria pode ser lida em posts anteriores de outras cervejas da Meantime. Seguem as impressões da Meantime India Pale Ale:

Meantime India Pale Ale
Deg. 24/04/2010
Família – Ale
Estilo – IPA
Teor de álcool – 7,5 %
Temperatura de serviço – 5 a 7 graus.
Cor – Laranja, turva.
Espuma – Boa/média formação e boa duração, bege.
Aroma – Cítrico, lúpulo, doce de maltes, laranja.
Sabor – Encorpada, boa/média carbonatação, doce seguido de amargor agradável, caramelo, toffee, cítrico com mais intensidade que no aroma, (laranja?), final amargo com retrogosto também amargo.
Veredicto – Primeira inglesa com carbonatação bastante elevada. É um exemplo, sem dúvida, de IPA inglesa refermentada na garrafa. Os 7,5% de álcool não são percebidos nem no aroma e nem no sabor. Seria muito melhor se um pouco menos doce. O bonito é o cuidado com, além das cervejas, as embalagens. Não vi uma embalagem mal feita ainda.

1 de maio de 2010

Waterloo Double 8 Dark

Depois da boa experiência em degustar a versão tripel da Waterloo, resolvi colocar a prova o "lado negro da força"!!!! Não houve qualquer decepção!!! Esta strong dark ale belga é muito bem feita. Seguem as impressões da Waterloo Double 8 Dark e vocês já sabem, um pouco sobre a cervejaria pode ser encontrado no post da Waterloo 7:

Waterloo Double 8 Dark
Deg. 29/04/2010
Família – Ale
Estilo – Strong Dark Ale
Teor de álcool – 8,5 %.
Temperatura de serviço – 8 a 10 graus (rótulo indica + ou – 8).
Cor – Castanho escuro com reflexos avermelhados, levemente turva.
Espuma – Boa formação e boa duração, dourada.
Aroma – Fermento, maltes, doce, torrado, frutas vermelhas e pretas, chocolate, caramelo.
Sabor – Médio corpo e média carbonatação, seca, leve amargor do malte torrado, leve álcool, torrado, doce, chocolate, toffee, malte, fermento, frutado, passas, (morango???).
Veredicto – Que surpresa agradável. Uma excelente strong dark ale belga. Esta é daquelas cervejas que a gente abre a garrafa pensando na próxima!!!! A carbonatação um pouco mais elevada do que normalmente são as do estilo, deixa esta versão Waterloo mais leve, mais fácil de beber!! O álcool se faz presente na medida perfeita em todo o conjunto!!! Santa Cerveja !!

27 de abril de 2010

Kasteel Bruin

Ainda faltava a versão strong dark ale da cervejaria belga Van Honsebrouck. Não falta mais. Seguem as impressões da Kasteel Bruin lenbrando que um pouco da história da cervejaria é encontrada em post anterior:

Kasteel Bruin
Deg em 23/04/2010
Família – Ale.
Estilo – Strong Dark Ale
Teor de álcool – 11,0 %.
Temperatura de serviço – 8 a 12 graus. Indicado no rótulo + ou - 12ºC
Cor – Marrom escuro.
Espuma – Média/pouca formação e pouca duração.
Aroma – Torrado, frutas pretas, doce, toffee, fermento, álcool, leve chocolate meio amargo.
Sabor – Encorpada, baixa carbonatação, doce, leve álcool, sensação quente, (jabuticaba?), passas, amargor do malte torrado com final também amargo do malte.
Veredicto – No primeiro momento na boca se apresenta como uma cerveja pesada que taz um dulçor exagerado. Vejam como gosto é gosto: Pra mim trata-se de uma cerveja toalmene dispensável, mas já li comentários de outros colegas que a descrevem como o néctar dos deuses. Decididamente a versão fruit beer da Van Housebrouck é sua melhor cria. Destaco o excelente belgian lace desta cerveja.