1 de novembro de 2008

Petra Aurum e Schwarzbier

Quando recebi a notícia do lançamento de novas cervejas da Petrópolis, conforme comentei em post anterior, imaginei que degustaria boas bebidas, considerando o objetivo da Cervejaria em entrar no mercado premium. A primeira que provei, foi a Petra Bock, já analisada anteriormente e que não gostei. Hoje exponho as impressões da Petra Aurum (ouro, em latim) e Schwarzbier, que infelizmente não empolgaram. Mas lembrem-se, gosto é gosto e a iniciativa de fabricar cervejas para o seguimento premium merece nosso apoio.

Petra Aurum
Família – Lager.
Estilo – Pale lager (Também classificada como Premium American Lager) Teor de álcool – 6,2%.
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus.
Cor – Dourado intenso.
Espuma – Ótima formação e boa duração, cremosa.
Aroma – Malte, leve lúpulo, doce.
Sabor – Médio corpo, bastante carbonatada, doce do malte pronunciado, levíssimo amargor.
Veredicto – As únicas virtudes dessa cerveja são a cor e a espuma. Não vale o valor cobrado, em média R$ 11,00. Consegui comprar por R$ 4,99, que é o preço justo pra essa cerveja que não é equilibrada. Se quiser tomar uma puro malte, prefira a Bavária Premium. Não segue a lei da pureza alemã de 1516, considerando que usa na sua fórmula antioxidante e estabilizante. Seu teor alcoólico está acima da média para o estilo, que é de 4% a 5%.


Petra Schwarzbier
Família – Lager.
Estilo – Schwarzbier.
Teor de álcool – 6,2%.
Temperatura de serviço – 4 a 6 graus.
Cor – Preta.
Espuma – Ótima formação e boa duração, bege.
Aroma – Doce, toffee, queimado, leve lúpulo, (levíssimo café?), (cheiro de final de vinho na taça?).
Sabor – Encorpada, média carbonatação, doce, queimado, amargor do lúpulo e do malte torrado.
Veredicto – Esta cerveja também possui teor alcoólico acima da média para o estilo, que é de 3,8% a 5%. Não é muito saborosa e tem o mesmo preço da Aurum. Também não vale o preço praticado. Quando quiser tomar uma schwarzbier mais em conta e razoavelmente boa, peça a Bohemia escura.

30 de outubro de 2008

Bamberg Rauchbier

Em post anterior comentei um pouco sobre a história da cervejaria paulista Bamberg. Nessa ocasião informei da chegada de um mestre cervejeiro alemão, o Sr. Stefan Grauvogl, que iria participar da elaboração e produção de uma nova cerveja Bamberg. Ela foi produzida, maturada e está prontinha pra ser consumida. Trata-se de uma Rauchbier!!!! A segunda a ser produzida no Brasil por uma cervejaria brasileira que se tem notícia. Em alemão rauch significa fumaça, portanto, rauchbier é uma “cerveja de fumaça”, que tem esse nome por conta da utilização de maltes defumados em sua composição. Hoje declino minhas impressões sobre a Bamberg Rauchbier, a caçula da cervejaria de Votorantim. Seguem impressões:

Bamberg Rauchbier
Família – Lager
Estilo – Rauchbier
Teor de álcool – 4,8%.
Temperatura de serviço – 4 a 6 graus.
Cor – Marrom avermelhado
Espuma –Boa formação e duração, bege clara.
Aroma – Leve defumado, doce, maltes.
Sabor – Corpo médio/leve, média carbonatação, maltes, doce, leve amargor com final defumado.
Veredicto – Estilo originário da cidade de Bamberg, na Alemanha, que mantém a tradição ainda hoje, de secar e defumar os maltes utilizando um tipo de madeira específica da região. Pra mim, melhor que a Rauchbier da Eisenbahn (a outra nacional). A base desta cerveja bem como a da Eisenbahn é uma Schwarzbier mas o aroma e sabor defumados são mais intensos e agradáveis na versão de Votorantim/SP. Recomendo!!!

26 de outubro de 2008

Franziskaner Hefe-Weissbier Dunkel

Esta é a versão escura de trigo apresentada pela cervejaria alemã, Spaten-Franziskaner-Bräu. E como todas as outras cervejas produzidas por ela, diz a que veio! É uma das melhores cervejas de trigo escuras na minha opinião. Talvez não supere a Paulaner. Ainda tenho dúvidas. Mas a certeza que tenho diz respeito ao sabor e aroma agradáveis encontrados nesta cerveja, somados ao seu ótimo corpo.
Seguem impressões:

Franziskaner Hefe-Weissbier Dunkel
Família – Ale
Estilo – Weizenbier Dunkel
Teor e álcool – 5,2%
Temperatura de serviço – 4 a 6 graus (melhor a 6 graus)
Cor – Castanho escuro/marrom.
Espuma – Ótima formação e boa duração, bege clara.
Aroma – Pouco cravo, mais banana, malte torrado, fermento.
Sabor – Corpo médio, boa carbonatação, cravo, fermento, maltes torrados, refrescante e adstringente com levíssimo amargor do malte torrado.
Veredicto – Embora não seja a minha preferida do estilo, é uma “muito boa cerveja”. Mais leve e mais refrescante que a maioria das cervejas de trigo escuras. Experimente!!!! Vale a pena!

24 de outubro de 2008

Cervejas Eggenberg - 2ª Parte

A Eggenberg Samichlaus Bier é considerada a lager mais alcóolica do mundo, com 14% de teor de álcool. É feita apenas uma vez por ano, no dia 6 de dezembro, dia de São Nicolau (em inglês Santa Claus, em alemão Samichlaus, ou seja, o nosso querido gordinho Papai Noel) e é maturada por 10 meses antes de ser engarrafada e comercializada. Estou com a safra de 2007, lembrando que agora também é possível encontrar a versão “clara” desta cerveja, a Samichlaus Helles. Já a Eggenberg Urbock 23º, que é uma das cinco cervejas da mais antiga cervejaria austríaca disponíveis no Brasil, é incomum para o estilo, principalmente pela cor (clara quando comparada com outras doppelbock ). A Urbock é conhecida como o conhaque das cervejas, devido a sua potência. Seguem as impressões dessas duas interessantes cervejas:

Eggenberg Samichlaus Bier
degustada em 23/10/2008
Família – Lager
Estilo – Strong Lager
Teor de álcool – 14,0%.
Temperatura de serviço – 5 a 7 graus
Cor – Marrom avermelhado profundo, límpida
Espuma – Boa formação e média/pouca duração
Aroma – Frutado, ameixa, leve álcool, doce acentuado, maltes, nada de lúpulo, pimenta.
Sabor – Encorpada, média/pouca carbonatação, álcool e doce acentuados, malte, ameixa, (condimentos?), licoroso, com final doce e residual seco.
Veredicto – Todos estão apostando na evolução desta cerveja, acreditando que com o tempo ficará menos doce. É bastante provável, Vamos esperar!! Degustei a primeira garrafa em 26/06/2008 e, em comparação com esta, analisada em 23/10/2008, quatro meses depois, não houve diferença perceptível. Quem sabe daqui um ano alguma “transformação” ocorra...
Cerveja interessante até por conta de toda a história envolvida e do processo super-especial de sua fabricação.


Eggenberg Urbock 23º
degustada em 23/10/2008
Família – Lager
Estilo – Doppelbock
Teor de álcool – 9.6%.
Temperatura de serviço – 6 a 8 graus.
Cor – Dourada e límpida
Espuma –Boa formação e média duração, cremosa
Aroma – Muito malte, doce, cítrico, álcool maçante.
Sabor – Encorpada, pouca carbonatação, picante, maltes, doce, álcool evidenciado, cítrico/laranja, licoroso.
Veredicto – Ótima doppelbock para apreciadores do estilo. Embora seja muito clara por utilizar menos maltes torrados se comparada a outras do estilo, conserva o picante característico desse tipo de cerveja.

23 de outubro de 2008

Eisenbahn Kölsch

Mais uma Eisenbahn muito interessante. Essa cervejaria, que agora pertence ao grupo Schincariol vem produzindo cervejas de boa qualidade com toda certeza. Séculos de resistência em produzir cervejas lager na cidade alemã de Colônia, resultaram nesse estilo híbrido único, de Ale e Lager, a Kölsch. Sim , estilo híbrido, onde utiliza-se levedura de alta fermentação (Ale) em temperatura de maturação de leveduras de baixa fermentação (lager).
Seguem impressões:

Eisenbahn Kölsch
Família – Ale.
Estilo – Kölsch.
Teor de álcool – 4,8%
Temperatura de serviço – 4 a 6 graus.
Cor – Dourada.
Espuma – Boa formação e duração, cremosa.
Aroma – Não é muito aromática, frutada com doce do malte.
Sabor – Boa carbonatação com corpo leve, doce, adstringente com final seco.
Veredicto – Muito interessante este estilo de cerveja. É fácil de beber! Na sua elaboração são utilizados quatro tipos de malte sendo um de trigo. Foi avaliada como a melhor cerveja Kölsch do mundo em 2008 na sua categoria. O concurso em questão é o World Beers Awards patrocinado pela Beer of the World.

17 de outubro de 2008

Jenlain nº Six

Desde o início de sua produção em 2000, até março de 2005, a Jenlain Six era conhecida como Jenlain Blonde. O nome Jenlain Blonde agora é usado para uma outra cerveja (já degustada pelo Santa Cerveja !!), que começou a ser produzida em março 2005.
Seguem as impressões:

Jenlain nº Six
Família – Lager.
Estilo – Pale Lager.
Teor de álcool – 6,0%.
Temperatura de serviço – 5 a 6 graus.
Cor – Levemente turva, laranja.
Espuma – Boa formação e média duração. Cremosa.
Aroma – Mel, cereais, lúpulo e cítrico, notas de malte.
Sabor – Cítrico, laranja, fermento, lúpulo, malte, boa carbonatação, médio corpo, final doce com conotação de mel e leve adstringência.
Veredicto – Cerveja que me agradou muito embora não seja um adorador do estilo pale lager. Bastante saborosa e aromática com corpo agradavelmente aveludado e com ótimo drinkability.

13 de outubro de 2008

Hoegaarden Witbier

Produzida na vila de Hoegaarden, no norte da Bélgica, é uma autêntica cerveja de trigo belga, também conhecida como White Beer ou Witbier. É uma cerveja ale o que significa dizer que é de alta fermentação. Essa cerveja, depois de engarrafada, não é pasteurizada e permanece em repouso por mais três semanas para que aconteça a segunda fermentação na garrafa conferindo-lhe aparência final turva, típica das cervejas de trigo. Mas diferentemente das Weiss alemãs, que seguem a lei da pureza, na produção das Witbier belgas são utilizados adjuntos bastante peculiares. No caso da Hoegaarden, sementes de coriandro ou coentro (especiaria originária do norte da África e Ásia) e raspas de casca de laranja. Seguem impressões:

Hoegaarden Witbier
Família – Ale
Estilo – Witbier
Teor e álcool – 4,9%
Temperatura de serviço – 4 graus
Cor – Amarelo pálido, turva.
Espuma – Cremosa tipo Chantili, média/pouca formação e boa duração.
Aroma – Cítrico suave, especiarias/cravo.
Sabor – Corpo médio, média/baixa carbonatação, cítrico com notas de laranja/limão, especiarias (cravo), final cítrico e refrescante.
Veredicto – Muito boa cerveja! Ótimo drinkability!! Perfeito exemplar de cerveja de trigo da escola belga sendo na verdade um expoente do estilo produzida desde 1445.