17 de março de 2009

Schmitt Barley Wine

Depois da Ale, apresento hoje, a versão Barley Wine da Cervejaria Schmitt, de Porto Alegre/RS. Lembro que a breve história da cervejaria encontra-se em post anterior. Seguem as impressões desta excelente cerveja, porém, antes chamo a atenção para uma pequena curiosidade sobre a embalagem das garrafas:

Do lado esquerdo, a antiga embalagem que não fazia referência ao estilo "Barley Wine" (antes tal referência era encontrada apenas no verso da garrafa).
Do lado direito, a embalagem atual, sendo mais "incisiva" em apresentar o estilo da cerveja.












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Schmitt Barley Wine
Deg. 17/03/2009
Família – Ale
Estilo – Barley Wine
Teor de álcool – 8,5 %
Temperatura de serviço – 8 a 12 graus.
Cor – Laranja, turva.
Espuma – Boa formação e duração.
Aroma – Maltes, doce, fermento, álcool, frutada, maçã, compota de frutas amarelas.
Sabor – Encorpada, média carbonatação, álcool pronunciado, malte, doce, fermento, frutada com notas cítricas, leve amargor final.
Veredicto – Muito boa cerveja referentada na garrafa e com teor alcóolico elevado, o que confere vida longa à cerveja (esta venceria em 03/07/2012)!! Minha preferida da Schmitt e a melhor barley wine nacional. O álcool está presente do início ao fim, mas não agride!! Experimentem esta cerveja e descubram o referido estilo!!!

14 de março de 2009

La Trappe Dubbel

Quando postei a La Trappe Blond, contei como foi meu primeiro contato com as cervejas trapistas holandesas.
Hoje posto a La Trappe Dubbel (também em garrafa de cerâmica como a Quadrupel - já postada), cerveja que me apresentou o mundo das trapistas, declinando minhas impressões que, já adianto, foram excelentes como em todas as vezes que tive o prazer de degustá-la:

La Trappe Dubbel
Degustada em 13/03/2009
Família – Ale
Estilo – Authentic Trappist (Dubbel)
Teor de álcool – 7,0 %
Temperatura de serviço – 10 a 12 graus (ideal 10 graus)
Cor – Marrom avermelhado/ rubi, turva.
Espuma – Boa formação e média/ pouca duração, cremosa, dourada.
Aroma – Fermento característico da La Trappe, frutas pretas, madeira, doce, levíssimo álcool.
Sabor – Corpo médio, pouca carbonatação, fermento, madeira, ameixa, doce, maltes, leve e agradável amargor final, aftertaste agradável de madeira.
Veredicto –Esta cerveja, especificamente, foi "guardada" por mais de dois anos. Tanto nova quanto envelhecida, é maravilhosa. É a minha preferida da La Trappe. Mas, se quiser me presentear pode me dar qualquer uma delas. O aroma das La Trappe é inebriante. A Dubbel não foge à regra. Experimentem mais este sabor do silêncio!! Saúde! Santa Cerveja!!

11 de março de 2009

Chopp do Fritz

Segundo história do próprio site da cervejaria, Jörg trabalhou em grandes cervejarias até 1992, quando decidiu investir nos próprios sonhos. O mestre-cervejeiro queria fazer uma cerveja típica alemã, adaptada ao clima tropical brasileiro.
Fundada em 1993, a Cervejaria Chopp do Fritz começou como um hobby do mestre-cervejeiro Jörg Franz Schwabe que começou a produzir, artesanalmente, cervejas para ele mesmo consumir.
A qualidade do produto foi melhorando cada vez mais, quando então, a produção precisou ser aumentada em maior escala, até chegar ao ritmo industrial de hoje.
Degustei os quatro tipos de chope oferecidos no bar localizado no Cambuí, na cidade de Campinas/SP e as impressões foram estas:
 
Fritz Klar
Família – Lager.
Estilo – Pale Lager
Teor de álcool – 4,0%.
Temperatura de serviço – 2 graus.
Cor – dourado claro.
Espuma – Cremosa, boa formação e pouca duração.
Aroma – Frutada, fermento, massa de pão.
Sabor – Mais doce no final que outras pale lagers, frutada, amargor agradável.
Veredicto – Desequilibrada. Muito doce.








Fritz Dunkel
Família – Lager.
Estilo – American Dark Lager
Teor de álcool – 4,0%.
Temperatura de serviço –4 graus
Cor – Marrom intenso/preta
Espuma – Boa formação e duração, cremosa e dourada
Aroma – Doce delicado, leve torrado, leve café.
Sabor – Mesmas sensações do aroma, (sem amargor?), com médio corpo e média carbonatação.
Veredicto - Razoável cerveja!! Qualquer chope Antarctica bem tirado não fica devendo!







Fritz Natur
Família – Lager.
Estilo – Pale Lager não filtrado
Teor de álcool – 4,8%.
Temperatura de serviço – 2 graus.
Cor – Alaranjada, turva pelo fermento.
Espuma – Boa formação e duração.
Aroma – Frutado, mel, massa de pão.
Sabor – Muito parecida com a “pilsen” Klar, mas com um pouco mais de corpo e menos doce, levíssimo amargor.
Veredicto – É um pouco melhor que sua “irmã” filtrada e o melhor dos quatro chopes degustados.
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Fritz Köelsch
Família – Ale
Estilo – Kölsch???
Teor de álcool – 6,0%.
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus.
Cor – Laranja intenso, turva.
Espuma – Boa formação com média/baixa duração, cremosa.
Aroma – Doce, frutado, malte.
Sabor – A mais encorpada das quatro, média carbonatação, frutado, com doce equilibrado, malte, levíssimo amargor.
Veredicto – Depois do Fritz Natur esse foi meu preferido! Não mostra o álcool que tem. Desavisados podem ser pegos no bafômetro depois de um único copo!!! Cuidado! Não lembra qualquer Kölch que experimentei. A "regra" diz que devem ser levemente douradas, leves, secas, com médio amargor apresentando algum aroma e paladar de lúpulo, com corpo leve e raramente possuindo características frutadas. Além do teor alcóolico entre 4,4% e 5,0%. É a famosa cerveja híbrida produzida em Colônia/Alemanha. Ou seja, este chope nada se aproxima de uma Kölsch. Embora seja agradável!!!

9 de março de 2009

Schmitt Ale

As cervejas Schmitt são produzidas artesanalmente na cidade de Porto Alegre/RS. Gustavo Dal Ri, sócio da cervejaria, iniciou a produção de cervejas especiais em sua própria residência, utilizando uma receita exclusiva de uma vizinha, descendente de alemães. Desde então, o candidato a mestre cervejeiro, dedicou-se as pesquisas para aperfeiçoar suas cervejas, primeiro formando-se em química e depois fazendo um curso de mestre cervejeiro nos EUA e conseguindo informações técnicas na Alemanha e Bélgica.
Hoje são produzidas quatro versões pela microcervejaria gaúcha: Schmitt Ale, Schmitt Barley Wine, La Brunetti e Schmitt Sparkling Ale. Todas as cervejas seguem a Lei de Pureza de 1516, utilizando apenas água, malte e malte torrado, lúpulo e fermento em suas fórmulas. Seguem as impressões da Ale, primeira degustada pelo Santa Cerveja !! da excelente microcervejaria do Rio Grande do Sul:

Schmitt Ale
Família – Ale
Estilo – American Pale Ale
Teor de álcool – 4,5%
Temperatura de serviço – 4 a 6 graus
Cor – Amarelo intenso com turbidez pela presença do fermento.
Espuma – Boa formação e duração.
Aroma – Cítrico, lúpulo, leve malte, leve doce.
Sabor – Corpo médio, leve amargor equilibrado de lúpulo, cítrico, especiarias, leve doce.
Veredicto – Cerveja nacional muito boa. Feita com cuidado e excelentes ingredientes. Deve ser interessante para harmonização com queijos azuis (devemos provar)!!!

6 de março de 2009

Aecht Schlenkerla Rauchbier Märzen

As cervejas defumadas alemãs originárias de Bamberg, mais conhecidas como Rauchbier, tem uma forte ligação com a história da cerveja. Nesta época o malte era secado em fornos abastecidos com madeira.
A cidade de Bamberg ainda mantém a tradição de secar e defumar o malte utilizando um tipo de madeira especifica da região. Isso faz com que as cervejas produzidas, as Rauchbier (cerveja “de fumaça”, em alemão), apresentem intensas notas de defumado, o que as torna referencia mundial no estilo.Existem três opção do estilo disponível no Brasil. Além da alemã Schlenkerla (considerada a mais tardicional), a Eisenbahn e a Bamberg (esta mais recentemente), produzem suas “rauch”. Lembro que as duas últimas já foram postadas no Santa Cerveja !!Para ser considerada uma rauchbier a cerveja deve conter malte defumado, podendo seguir receitas de vários estilos diferentes e com proporção do malte defumado também diferentes. Esta alemã, da cidade de Bamberg, que hoje apresento, possui o defumado mais potente de todas. Segue a receita do estilo Märzem e possui 98% de maltes defumados na sua composição.Nas duas brasileirinhas degustas, é facilmente notado que a quantidade de malte defumado utilizado é muito menor do que na alemã. Com isso ficam mais leves e mais fácil agradar o paladar geral. O estilo base desta Schlenkerla é o märzen, mas a Bamberg e a Eisenbahn utilizam o estilo schwarzbier para suas rauch. No caso da Bamberg, informação do próprio Alexandre, que é o cevejeiro e proprietário da cervejaria paulista. Seguem as impressões desta muito boa alemã:

Aecht Schlenkerla Rauchbier Märzen
Deg. em 06/03/2009
Família – Lager
Estilo – Rauchbier (por excelência) - estilo base Märzen
Teor de álcool – 5,1%
Temperatura de serviço – 6 a 8 graus
Cor – Marrom claro, límpida .
Espuma – Ótima formação e boa duração, dourada.
Aroma – Defumado muito evidente, fumaça, doce.
Sabor – Médio/leve corpo, média/baixa carbonatação, defumado pronunciado, seca, leve amargor do lúpulo.
Veredicto – Cerveja para quem já aprecia a bebida, considerando sua personalidade marcante!!! Deste estilo, de longe é a melhor. Não que as nacionais sejam ruins. Muito pelo contrário, também são muito boas. Mas esta alemã é realmente uma rauchbier como já comentei acima. Aroma e sabor extremamente defumados mascarando qualquer outros. Legal para apreciar ocasionalmente, harmonizando com pratos defumados ou com carnes de caça (Divaguei... mas não comprovei tais harmonizações). Saúde!!

4 de março de 2009

John Smith's Extra Smooth

A Scottish Newcastle, fabricante da cerveja John Smith’s Extra Smooth, de alta fermentação, é a quarta cervejaria da Europa e tem sido vendida em mais de 130 paises do mundo. O processo de fusão com a Heineken, caso seja confirmado, fará surgir o terceiro maior grupo cervejeiro do mundo. Seguem as impressões desta Bitter Ale inglesa que “utiliza” o mesmo sistema de injeção de nitrogênio da Guinness:

1º momento - quando se "derrama" a cerveja no copo e o nitrogênio começa a "trabalhar"- Início do espetáculo!!


















2º momento - quando a cerveja começa a ficar pronta para o primeiro gole na metade do "ilusionismo" criado pelo nitrogênio injetado - Apreensão!!
















3º momento - Só observar e degustar!!! Bonita cerveja, com um belo e delicioso creme, mas não tão saborosa!!!

John Smith’s Extra Smooth
Família – Ale
Estilo – Bitter Ale.
Teor de álcool – 4,0%.
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus (ideal a 2)
Cor – Castanho.
Espuma – Boa formação e ótima duração, muito cremosa, por conta do nitrogênio, como na Guinness.
Aroma – Doce, maltes, toffee, compota de frutas.
Sabor – Médio corpo e baixíssima carbonatação, toffee, maltes, início doce, final com amargor do lúpulo e residual também amargo.
Veredicto – Cerveja gostosa sem muita "pompa". Acaba sendo leve e fácil para harmonizar com vários pratos leves. É bastante neutra embora tenha o doce acentuado no início, até porque utiliza-se xarope de glucose em sua receita. A baixa carbonatação já era esperada considerando a injeção de nitrogênio a que é submetida no momento da abertura da lata, assim como ocorre com a Guinness Draught e a Wexford Irish Ale.

2 de março de 2009

Coopers Sparkling Ale

Assim como todas as outras Coopers disponíveis no Brasil (Coopers Extra Stout, já postada pelo Santa Cerveja !! e Coopers Original Pale Ale), esta Sparkling Ale também é produzida sem adição de conservantes e corantes e também é refermentada na garrafa. Um pouco da história da australiana Coopers, que produz cervejas desde 1862, pode ser lida no post da Coopers Stout. Seguem as impressões da Sparkling Ale:

Coopers Sparkling Ale
Deg. 24/02/2009
Família – Ale
Estilo – Golden Ale (também classificada como American Pale Ale)
Teor de álcool – 5,8%.
Temperatura de serviço – 4 a 6 graus.
Cor – Cor de mel, turva pelo fermento
Espuma – Boa formação e boa/média duração.
Aroma – Cítrico, maçã, laranja, lúpulo, doce do malte.
Sabor – Médio corpo, boa carbonatação, leve doce, levemente seca, refrescante, leve amargor do lúpulo, cítrico/laranja.
Veredicto – Muito gostosa esta ale. O nome Sparkling foi “criado” pela Coopers indicando tratar-se de um a cerveja mais refrescante. No Brasil a Cervejaria Schmitt pegou carona com o lançamento da Schmitt Sparkling Ale... O fermento utilizado pela cervejaria australiana é bastante peculiar, considerando que várias partículas desta levedura ficam em suspensão quando servimos a cerveja. Por isso uma dica: a cerveja fica mais bonita, visualmente, quando servida toda a garrafa de uma só vez, desprezando-se o último “dedo” de cerveja. Mas em nada, o fermento compromete o sabor da bebida se for servido juntamente com o líquido. Das três versões disponíveis no Brasil é a mais “inusitada”. Mas a melhor é a Extra Stout.