11 de março de 2011

As cervejas de Piracicaba/SP

Quem acompanha o Santa Cerveja !! sabe que este blog tem como objetivo degustar cervejas e apresentá-las de forma simples e sincera. Não é comum encontrar postagens com visitas nas cervejarias ou noticiar terremotos que destruíram cervejarias. Pra isso, existem outros blogs que dão conta do recado muito bem. Porém, fui pra Piracicaba/SP e não poderia deixar de mostrar um pouco da Cevada Pura e da Dama Bier, cervejarias onde fui extremamente bem recebido. Na primeira, onde a marca tem um simpático camelo, fui recepcionado pelo Chico, que trabalhou na saudosa Alles Bier, de Campinas. Enquanto observava os equipamentos da fábrica e experimentava as boas cervejas (stout, trigo, pilsen filtrado - este com 70% cevada e pilsen tradicional – puro malte sem filtrar), o proprietário e cervejeiro, Alexandre Moraes, chegou e como bom anfitrião contou de sua trajetória no mundo da cerveja mostrando alguns detalhes de sua cervejaria. Alexandre também falou do Cevada Chopp Bar, que infelizmente abriria só as 17h. Na saída adquiri algumas cervejas que serão postadas futuramente. Na seqüência, rumei para a Dama Bier. Lá o cervejeiro estava atarefado cuidando dos últimos detalhes para o lançamento da Dama Bier Stout (que já tem até rótulo definido), e não pode nos ciceronar, função que coube ao Antonny, novo funcionário da cervejaria. Depois de nos acompanhar por toda a fábrica com toda paciência do mundo, tive a oportunidade de “beber na teta da vaca”. Expressão tosca, mas que define muito bem quando se toma a cerveja (ou chope, mais correto tecnicamente) extraído direto do tanque de maturação. Não tem coisa mais gostosa. Experimentei as versões IPA (excelente), trigo (muito bom) e o München (um perfeito Munich dunkel). Fomos apresentados ao bar da fábrica e em seguida, lógico, adquiri minhas amostras para futuras postagens. A Dama também é da família Bazzo. Pra quem se esqueceu, a Bamberg (que visitarei em 19/03 pelo curso Doemens/Senac) de Votorantim/SP, também é de um Bazzo, o Alexandre. Família de sorte, hein!!?? A decepção ficou por conta da Cervejaria Leuven, que não informa seu endereço ou telefone no site. Não consegui encontrá-la de maneira alguma. Abaixo, algumas fotos das cervejarias e dos personagens desse cervejeiro dia!!
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..............................................O proprietário e cervejeiro, Alexandre.



......................................Minha esposa, com a versão trigo e eu com a IPA.

.......................................... Antonny, que apresentou a Dama pra mim.

10 de março de 2011

Rogue American Amber Ale

Cheguei de Piracicaba como anunciado ontem e já tratei de cumprir com meu compromisso de postar com freqüência. Amanhã, falo sobre a Cevada Pura e a Dama Bier. Infelizmente a Leuven foi impossível de encontrar. Não havia piracicabano que soubesse do seu paradeiro. Hoje vou de Rogue, mais uma... Seguem as impressões da Rogue American Amber Ale:

Rogue American Amber Ale
Deg. 06/11/2010
Família – Ale
Estilo – American Amber Ale/Red Ale
IBU – 53
Teor de álcool – 5,2 %
Temperatura de serviço – 5 a 7 graus.
Cor – Âmbar/acobreado, turva.
Espuma – Média formação e média duração, dourada.
Aroma – Lúpulo evidente, caramelo, toffee, cítrico e floral do lúpulo.
Sabor – Médio corpo, baixa carbonatação, início amargo de lúpulo evidente, caramelo, final amargo/doce com retrogosto também amargo do lúpulo.
Veredicto – Boa Rogue que lembra muito as ales inglesas. Menos intensa que a Dry Hopped St. Rogue Red Ale, já postada no Santa Cerveja !! Esta versão é mais “leve” (menos lúpulo, menos malte, menos álcool), porém, digna de vestir o rótulo Rogue, que faz excelentes cervejas.

9 de março de 2011

Rogue Hazelnut Brown Nectar

Todas as versões da americana Rouge não utilizam antioxidantes, corantes e estabilizantes. São cervejas muito bem produzidas e até o momento não me decepcionei com as que degustei. Hoje, seguem as impressões da Rogue Hazelnut Brown Nectar, uma brown ale de tirar o chapéu:

Rogue Hazelnut Brown Nectar
Deg. 05/11/2010
Família – Ale
Estilo – American Brown Ale
IBU – 33
Teor de álcool – 5,6 %
Temperatura de serviço – 5 a 7 graus.
Cor – Castanho escuro, turva.
Espuma – Média formação e boa duração, cremosa, bege.
Aroma – Nozes, avelãs, doce de leite, “torrado fino”.
Sabor – Médio corpo, baixa carbonatação, avelã, nozes, castanhas, delicioso torrado, notas de chocolate, (levíssima nota de café??), amargor final do malte torrado com doce em harmonia perfeita.
Veredicto – Melhor brown ale da minha vida!!! Um aroma de doce de leite também percebido no sabor, com respaldo das avelãs. Tudo isso oferecido em um corpo deliciosamente aveludado. Com bom drinkability, mesmo tratando-se de um estilo que não tem essa característica. Uma das melhores versões da Rogue. Santa Cerveja !!

8 de março de 2011

Rogue Juniper Pale Ale

Depois de três dias afastado do meu blog (por justo motivo- estava fazendo cerveja em Serra Negra/SP), voltei com mais Rogue. Hoje, falando da Juniper Pale Ale. O gim, recebeu esse nome por conta da palavra "genievre", a expressão francesa para a fruta do junípero, que lhe dá sabor característico. Os britânicos diziam que uma infusão de gim tinha a função de restaurar a juventude bem como a de proteger. Era uma planta tradicionalmente cultivada na entrada das casas para protegê-las do mal. Os ramos de junípero eram queimados como forma de evitar doenças contagiosas e os médicos medievais mascavam seus frutos quando trabalhavam para evitar infecções. A madeira do junípero é ainda utilizada para fazer lápis e com propriedades semelhantes ao cedro pode repelir traças. O junípero apresenta fragrância herbácea, apimentada, lembrando pinho e cânfora. É considerado um anti-séptico, adstringente, com possibilidade de aliviar as dores do reumaticas, a artrite e dores musculares, além de melhorar a circulação. Mas atenção aos desavisados: o junípero pode estimular excessivamente os rins. Assim, evite-o se os seus rins estiverem inflamados ou infectados. A cerveja da americana Rogue produzida com este fruto merecia toda esta atenção. É uma cerveja única, saborosa e aromática por conta da “frutinha” destacada neste post. Seguem as impressões da Rogue Juniper Pale Ale:

Rogue Juniper Pale Ale
Deg. 26/10/2010
Família – Ale
Estilo – American Pale Ale
IBU – 34
Teor de álcool – 5,2 %
Temperatura de serviço – 5 a 7 graus.
Cor – Laranja, cor-de-mel, turva.
Espuma – Boa formação e boa duração, cremosa.
Aroma – Frutada, doce de malte, lúpulo floral evidente, aroma específico destacado provavelmente pelo junípero.
Sabor – Médio corpo, média carbonatação, doce suave, frutada, laranja, (mel?), gosto floral evidente, final seco com médio amargor de lúpulo persistente.
Veredicto – Nunca vi nem comi “juniper berries”, mas esta cerveja tem aroma e sabor diferenciado, bastante floral, que talvez seja por conta desta fruta. Já desisti de achar que não vou mais me surpreender. Esta versão da Rogue é muito boa. Pale ale americana de tirar o chapéu ou estender o copo, se preferir!!! Tudo na Juniper Pale Ale é superlativo, inclusive a espuma. Delícia!!! Diferente, aromática e saborosa. Santa Cerveja !!

4 de março de 2011

Rogue Dead Guy Ale

O atual rótulo da Dead Guy Ale foi criado nos anos 90, para comemorar o Dia dos Mortos Maia, na Casa U Betcha, em Portland, Oregon. O design fez tanto sucesso entre os consumidores da versão, que a americana Rogue o adotou como rótulo oficial. Seguem as impressões da Rogue Dead Guy Ale:

Rogue Dead Guy Ale
Deg. 01/10/2010
Família – Lager
Estilo – Maibock
IBU – 40
Teor de álcool – 6,8 %
Temperatura de serviço – 8 a 10 graus.
Cor – Cobre, límpida, turva na última taça.
Espuma – Boa formação e boa/média duração, densa, cremosa, bege clara.
Aroma – Lúpulo, doce, leve álcool, notas de biscoito, (nozes???), caramelo, toffee.
Sabor – Médio corpo, média carbonatação, doce, leve/médio amargor de lúpulo, álcool mais perceptível que no aroma, final amargo/doce mais intenso que nas bocks tradicionais, bastante maltada.
Veredicto – Cerveja que se aproxima de uma maibock. A lembrança de nozes faz fugir do referido estilo. É uma versão que não se encontram tantos rótulos disponíveis no mercado nacional. Aliás, se não me engano, é a primeira a aparecer por aqui! Para amantes de cervejas mais alcoólicas e intensas, é a pedida.

3 de março de 2011

Rogue Mocha Porter

Interessante nas Rogue, é como se chega ao teor de álcool das versões produzidas. No próprio site da Rogue é informado que deve-se dividir o grau plato indicado na garrafa por 2,5 e obter-se-á o valor aproximado do teor alcoólico. Seguem as impressões da Rogue Mocha Porter:

Rogue Mocha Porter
Deg. 30/09/2010
Família – Ale
Estilo – Porter
IBU – 54,51
Teor de álcool – 5,2%
Temperatura de serviço – 8 a 10 graus.
Cor – Marrom escuro intenso.
Espuma – Boa formação e boa duração, bege.
Aroma – Torrado, caramelo, toffee, leve chocolate, doce, (lúpulo leve?).
Sabor – Médio/ leve corpo, média carbonatação, certa acidez, torrado, chocolate, (amargor de lúpulo leve?), (café?), final de chocolate e amargo de malte torrado, aftertaste doce de malte leve com amargor de lúpulo e malte torrado.
Veredicto – Mais uma boa Rogue. A versão porter é quase que fiel ao estilo, lembrando pouco café (que não deve ser percebido em porters) com ênfase no chocolate. Esta versão situa-se entre uma brown porter e uma robust porter. Sua acidez incomoda um pouco.

2 de março de 2011

Rogue Dry Hopped St. Rouge Red Ale

O lúpulo é tão importante para os americanos que a maioria das cervejarias por lá indicam nos rótulos de suas cervejas o IBU (unidade internacional de amargor). A Rogue não foge a regra. Seguem as impressões da boa Rogue Dry Hopped St. Rouge Red Ale:

Rogue Dry Hopped St. Rouge Red Ale
Deg. 29/09/2010
Família – Ale
Estilo – American Red Ale.
IBU - 44
Teor de álcool – 6,5 %.
Temperatura de serviço – 5 a 7 graus.
Cor – Castanho avermelhado, levemente turva.
Espuma – Boa formação e ótima duração, Cremosa, bege, densa.
Aroma – Lúpulos americanos evidentes, doce, leve caramelo.
Sabor – Médio corpo, baixa carbonatação, malte, caramelo, amargor de lúpulo, final persistente de lúpulo floral e doce do malte.
Veredicto – Excelente cerveja de um estilo que remete a IPA. A espuma desta versão é fantástica. Passa pelo processo de "Dry Hopping" como informa no próprio nome. Com certeza ótima para harmonizar com carnes vermelhas. As Rogue estão me surpreendendo. Por enquanto 100%. As duas versões que degustei estão aprovadas.