24 de fevereiro de 2012

Opa Bier OLd Ale

Joinville sempre foi conhecida por suas diversas cervejarias. Segundo sua história, cada clube de caça e tiro costumava manter sua própria fábrica de cervejas. A Opa Bier (“Cerveja do Vovô”, em alemão) foi fundada em fevereiro de 2006 para resgatar a tradição da cidade que produzia ótimas cervejas que seguem a Lei Alemã de Pureza (Reinheitsgebot). A Opa Bier se dedica à produção de chopp artesanal elaborado com maltes e lúpulos selecionados. Degustei alguns rótulos da cervejaria de Santa Catarina, mas o mais inusitado, fica por conta da versão comemorativa de 5 anos da empresa. Seguem as impressões da Opa Bier Old Ale:

Opa Bier Old Ale
Deg. 19/12/2011
Família – Ale
Estilo – Old Ale.
Teor de álcool – 6,5 %.
Temperatura de serviço – 5 a 7 graus (cervejaria sugere de 0 a 3 graus).
Cor – Castanho avermelhado, límpida.
Espuma – Boa formação e boa/média duração, bege.
Aroma – Doce intenso, leve defumado, caramelo, frutada, levíssimo lúpulo, levíssimo álcool.
Sabor – Médio corpo e média carbonatação, maltada, adocicada, leve amargor com certa evidência, leve acidez, leve álcool, levíssima sensação quente, final doce.
Veredicto – Boa versão da cervejaria brasileira de Joinvile, para o estilo old ale. “Acredito” que não seja envelhecida de fato. Mas hoje faz-se old ale sem o envelhecimento propriamente dito. Bastante equilibrada. Talvez tenha percebido notas de “fazenda” no aroma, mas claro fica o doce no aroma e sabor. Comemorativa dos cinco anos da cervejaria, prova que o Brasil está produzindo ótimas cervejas.

21 de fevereiro de 2012

Grisette Blanche

A Grisette Blanche, que também é produzida pela St. Feuillien, é mais uma cerveja de trigo belga (witbier). É refrescante e tranquila para beber, como são as versões do estilo. Minha curiosidade diz respeito a “outras Grisette”, coma a Blonde, uma pale ale e a Cerise e Fruits des Bois (ambas fruit beer). Seguea as impressões da Grisette Blanche:

Grisette Blanche
Deg. 27/12/2011
Família – Ale
Estilo – Witbier
Teor de álcool – 5,0 %.
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus.
Cor – Amarela pálida, palha, turva.
Espuma – Boa formação e boa/média duração, branca.
Aroma – Cítrico, laranja, especiarias, limão, coentro.
Sabor – Leve corpo e boa carbonatação, cítrico, adocicada, coentro moderado, limão, levíssima acidez, refrescante.
Veredicto – O copo “original” desta cerveja é bem esquisitinho!!! Utilizei o lager (que também é apropriado para o estilo, embora pouco utilizado). Mais intensa em aroma e sabor que “nossa” conhecida Hoegaarden. Mas 250 ml é pouco demais, né??!! Hoje, temos vários rótulos do estilo disponíveis no Brasil e vale a pena experimentar todos. Só assim conseguimos perceber as sutilezas que identificam cada uma delas. Vou apresentando, oportunamente, outras “wits” pra vocês.

16 de fevereiro de 2012

St. Feiullien Triple

Pra fechar com chave de ouro, mais uma cerveja dourada na cor que também mereceria medalha de ouro, se eu não fosse totalmente contra concursos pra cervejas, embora respeite!!!! Seguem as impressões da St Feuillien Triple:

St Feuillien Triple
Deg. 11/02/2012
Família – Ale
Estilo – Tripel (abadia).
Teor de álcool – 8,5 %.
Temperatura de serviço – 5 a 7 graus.
Cor – Dourado intenso/alaranjada? Pouquíssima turbidez.
Espuma – Boa formação e boa/média duração, bege clara, cremosa.
Aroma – Especiarias, coentro, bastante frutada, laranja, doce, maçã, leve fermento, (anis?).
Sabor – Leve corpo e média carbonatação, cítrico, coentro, especiarias, leve amargor de lúpulo, leve fermento, acidez moderada, médio dulçor, final seco e ácido.
Veredicto – Outra boa cerveja da St. Feuillien. Digna de uma tripel de abadia. Bonita no cálice e bastante aromática, principalmente remetendo às frutas e especiarias! Leve, com ótima atenuação e saborosa com amargor equilibrado com os maltes utilizados. O fermento também é percebido no conjunto, mas de maneira sutil e o álcool marca presença discretamente, no sabor. Melhor a 7 graus! Santa Cerveja !!

13 de fevereiro de 2012

St. Feiullien Brune Réserve

Esta brune vem na sequência por conta da postagem. Mas no momento da degustação, primeiro experimentei a tripel (que apresento na próxima postagem) e depois a dubbel, por conta das notas tostadas. Uma das melhores cervejas do estilo que degustei. Seguem as impressões da St Feuillien Brune Réserve:

St Feuillien Brune Réserve
Deg. 11/02/2012
Família – Ale
Estilo – Dubbel (abadia).
Teor de álcool – 8,5 %.
Temperatura de serviço – 8 a 10 graus.
Cor – Castanho escuro/marrom, reflexos avermelhados.
Espuma – Ótima formação e boa/média duração, bege, cremosa.
Aroma – Torrado, “caramelo queimado”, café, chocolate, doce de leite, frutada, (notas de madeira??).
Sabor – Médio corpo e média carbonatação, torrado, doce, acidez moderada, chocolate, amargor de malte torrado, pouca adstringência, final amargo e interessantemente seco.
Veredicto – O que dizer de uma cerveja que exala aroma de doce de leite??? Ex-ce-len-te dubbel!!!!! Aliás, todas as St Feuillien que degustei se mostraram recheadas de surpresas sensoriais até complexas e agradáveis e também com drinkability lá em cima!!! A Bélgica faz, realmente, cervejas de qualidade! As trapistas e de abadia então... Beber esta dubbel repleta de sabor ao som de canto gregoriano (em latim, hein?!)... Não dá pra descrever!!! Santa Cerveja !!

10 de fevereiro de 2012

St. Feuillien Blonde

A primeira cerveja da belga St. Feuillien que degustei foi a versão para Natal e estava muito boa mesmo. Para saber um pouco sobre a cervejaria, veja aqui. Hoje trago a versão Blonde dessas cervejas de abadia que também esbanjou qualidade. Seguem as impressões da St Feuillien Blonde:

St Feuillien Blonde
Deg. 27/12/2011
Família – Ale
Estilo – Blonde Ale (abadia).
Teor de álcool – 7,5 %.
Temperatura de serviço –5 a 7 graus.
Cor – Dourada/alaranjada, levemente turva.
Espuma – Boa formação e duração, cremosa, branca.
Aroma – Especiarias, coentro, cravo, cítrica, fermento, doce, malte, (leve álcool??), (picante?), (leve lúpulo?).
Sabor – Médio/leve corpo e média carbonatação, leve amargor e sabor de lúpulo, condimentos, adocicada, frutada, leve acidez, leve álcool e leve fermento, final amargo/doce agradável.
Veredicto – Ótima blonde ale belga! Com boa atenuação e consequente corpo leve, fica fácil de beber. Mostra pouco álcool (mais no sabor) e moderadas notas de condimentos e especiarias. As frutas aparecem na medida e fazem desta cerveja uma bebida com muita coisa a oferecer sensorialmente! Vale mesmo a pena!

5 de fevereiro de 2012

Haicki Bier, verdadeiramente artesanal !!

O atraso nas postagens se justifica por ótima causa. Estive e estou envolvido com minha cervejaria que ganhou nova cozinha com capacidade de produção aumentada, sem que seja deixado de lado o espírito artesanal da fabricação de cervejas. Em 25/02/2012, será realizada a primeira brassagem da nanocervejaria serrana utilizando o novo equipamento. Estilos que serão produzidos, parceiros envolvidos no projeto e onde encontrar os rótulos Haicki Bier?? Em breve, notícias!!! Haicki Bier, verdadeiramente artesanal !!

31 de janeiro de 2012

Leffe Triple

Esta Leffe, diferentemente das outras versões, não é filtrada e a cervejaria sugere que a levedura que fica depositada na garrafa precisa ser homogeneizada com a cerveja. Deve-se servir metade da garrafa e depois fazer movimentos circulares com a outra metade antes de derramá-la na taça. Seguem as impressões da Leffe Triple:

Leffe Triple
Deg. 22/12/2011
Família – Ale
Estilo – Tripel.
Teor de álcool – 8,5 %.
Temperatura de serviço – 5 a 7 graus (Leffe sugere de 6 a 8 graus).
Cor – Âmbar, turva, várias partículas suspensas.
Espuma – Boa formação e boa/média duração, cremosa, bege clara.
Aroma – Especiarias, coentro, cravo, doce, cítrico leve, frutada, levíssimo álcool.
Sabor – Médio corpo e média carbonatação, especiarias, coentro, adocicada, cítrica, leve amargor de lúpulo, álcool, certa acidez, final adocicado com “sensação quente”, leve sensação seca.
Veredicto – Este rótulo da Leffe vem com leveduras na garrafa e a cervejaria, como disse, sugere a homogeneização delas com o líquido, parecido com o procedimento quando se degusta uma Weiss. Ótima cerveja onde as especiarias e a doçura comandam a receita, com respaldo na medida, do amargor de lúpulo!! A “crítica” se resume no fato de ser menos atenuada do que se espera!! No Brasil, já é rotina encontrar as versões Blonde e Brune nas prateleiras dos supermercados, mas infelizmente a Tripel não é tão acessível assim!!! Digo isso porque esta versão não deixa nada a dever às outras belgas do estilo. Sempre gostei das cervejas Leffe, mas a Tripel mostra a capacidade da cervejaria belga. Santa Cerveja !!