30 de junho de 2011

Cas Accidenti

Também faço cervejas e sei que é necessário muito estudo e dedicação pra chegar numa receita como a Cas Accidenti. A cervejeiro está novamente de parabéns! Fazer o que?? Eu só degusto e declino minhas impressões de forma sincera!! Porém, nunca sou deselegante  quando me deparo com receitas não tão interessantes. “Accidenti” é uma expressão italiana que pra gente seria algo como “caramba”!!! E essa quadrupel é realmente do “caramba” e visitará minha taça mais vezes com certeza! A foto não ficou sensacional! Inclusive tem um brilho estranho no fundo da taça que não é da cerveja! Mas é possível se ter uma idéia da versão apresentada!! Seguem as impressões da Cas Accidenti:

Cas Accidenti
Deg. 28/06/2011
Família – Ale
Estilo – Quadrupel.
Teor de álcool – 8,0 % a 10,0 %
Temperatura de serviço – 8 a 10 graus.
Cor – Marrom escuro com reflexos avermelhados.
Espuma – Pouca formação e boa/média duração, cor de café com leite, cremosa.
Aroma – caramelo queimado, leve álcool, bananada, doce, ameixa, uvas passas, figo “Ramy”, vinho Porto, chocolate.
Sabor – Encorpada com baixa carbonatação, cremosa e licorosa, doce, açúcar mascavo, vinho Porto, relativamente seca, acidez dos maltes, levíssimo amargor, excelente drinkability.
Veredicto – Era minha maior expectativa!!! Uma quadrupel de panela!! Apresentou-se bastante encorpada com percepção alcoólica somente no aroma e pela licorosidade. Complexa como deve ser uma quadrupel. E aqui cabe dizer que esta bela cerveja é fácil de beber!! Sim isso mesmo, fácil de beber! Embora com toda complexidade e robustez, é equilibrada no conjunto. E isso quebra paradigmas de que somente cervejas leves e sem muita informação sensorial tem bom “drinkability”. A Cas Accidenti merece sem dúvida, o “selo de qualidade” Santa Cerveja !!

29 de junho de 2011

Cas 2691

Tive o orgulho e prazer de ser o primeiro profissional a degustar as cervejas Cas, com produção de 20 litros/mês (com objetivo breve de 50 litros/mês). Cassiano, o cervejeiro casado e feliz (como ele mesmo se define), se dedica há 26 anos em  produzir cerveja artesanal. Trabalhou mais de 20 anos em indústrias de bebidas, nunca diretamente com cervejas (o que é incrível), sendo especializado em refrigerantes pelo SENAI/Vassouras - RJ. Em 1986, iniciou seus estudos e experimentos com maltes e lúpulos, utilizando inicialmente os famosos “kit’s prontos”. Hoje, as cervejas são produzidas na panela e na raça e não são filtradas, mas cada estilo tem o brilho e cor exigidos! O Cassiano tem muitas receitas, inclusive uma com beterraba... isso mesmo, beterraba!!!, que pretendo degustar em breve! A Cas Cervejas Especiais fica em São Manuel/SP (perto de Águas de São Pedro/SP). Como já disse em post anterior, três rótulos da Cas chegaram às minhas mãos. Pra começar, seguem as impressões da boa Cas 2691 (sei da história do número, mas é segredo mesmo e não é o mais importante!!):

Cas 2691
Deg. 28/06/2011
Família – Ale
Estilo – Blonde Ale.
Teor de álcool – 5,0 % a 6,5 %, declarados no rótulo.
Temperatura de serviço – 5 a 7 graus.
Cor – Dourada/alaranjada, levemente turva com maior turbidez na 2ª taça.
Espuma – Boa formação e boa/média duração, branca.
Aroma – Maltes, frutada, pêssego, condimentada, doce, fermento evidente e agradável.
Sabor – Médio corpo e média/baixa carbonatação, leve doce dos maltes com levíssimo amargor de lúpulo final com fermento, leve acidez, frutada, frutas amarelas, levemente cítrica.
Veredicto – Extremamente equilibrada!! Uma cerveja feita na panela que deixa muitas outras produzidas até em micro cervejarias com inveja!! No bom sentido, é claro! Muito fácil de beber. Apersenta sabores e aromas sutis com exceção do fermento, que comanda a receita de forma positiva no conjunto. Primeira Cas! Excelente impressão. Vale a Experiência! Ahh! Já estava esquecendo de comentar sobre o teor de álcool declarado com uma variação de “x” a “y”. Outro acerto do cervejeiro, pois nas receitas artesanais de panela, conseguimos saber aproximadamente o teor alcoólico por cálculo envolvendo as densidades inicial e final, mas jamais teremos um valor exato! Parabéns, Cassiano!!

27 de junho de 2011

Super Bock Abadia

Tinha muita curiosidade de experimentar esta versão portuguesa! A Super Bock Abadia traz como conceito, uma cerveja de receita artesanal produzida em Portugal! Porém, não é o que se degusta!! Produzida desde janeiro de 2006 é uma cerveja quase que indefinida considerando as classificações do BJCP e do B.A. Não é ruim, mas não é uma cerveja de abadia por motivos óbvios. Alguns dizem tratar-se de maibock, outros de specialty beer, mas pra mim, é uma strong lager razoável!!! Em tempo, preciso lembrar do amigo português que é parceiro do Santa Cerveja !!, Fernando Cardoso (blog à base de Cerveja) que colabora para a cultura cervejeira pelo mundo!! Seguem as impressões da Super Bock Abadia:

Super Bock Abadia
Deg. em 28/04/2011
Família – Lager
Estilo – Strong Lager
Teor de álcool – 6,4%.
Temperatura de serviço – 5 a 7 graus (cervejaria sugere de 4 a 6 graus).
Cor – Castanho, límpido.
Espuma – Boa formação e média duração, bege, camada perene persistente.
Aroma – Doce, maltes, caramelo, (frutada?), frutas em calda.
Sabor – Médio corpo, baixa carbonatação, doce, maltes, leve amargor de lúpulo, leve acidez, (levíssima sensação seca??, embora doce).
Veredicto – Como as outras Super Bock, não surpreende e não decepciona. Tinha curiosidade de experimentar esta versão, que foi produzida antes da Rubi e Gold (já postadas no Santa Cerveja !!). Outra vez, de abadia... nada! Talvez a intenção da informação “abadia” e “receita artesanal”, seja remeter exatamente às cervejas artesanais e não aos estilos de abadia que conhecemos! É uma cerveja lager e forte (nem tanto pelo álcool, mas principalmente pela carga de malte que apresenta) que vale pela experiência! Nada de mais!

25 de junho de 2011

Blanche de Bruxelles

Degustada em data especial, a cerveja de que trato hoje, não tem nada de tão especial assim. A data??? Aniversário da minha mãe! Mas vamos à cerveja!!!! Desde 1876, quando inaugurada por Jules Lefebvre e administrada desde 2002 por Paul, representando a 6ª geração da família, a belga Brasserie Lefebvre sempre foi conhecida por produzir boas cervejas. Vários são os estilos fabricados, entre eles, cervejas de Abadia (com a licença de Floreffe), cervejas com frutas, saison e as witbiers, todos clássicos da Bélgica. Como representante deste último estilo, a Blanche de Bruxelles foi lançada em 1989 batizada de La Student, e embora possamos considera-la uma nova cerveja, sua receita é bastante antiga e foi comercializada como uma especialidade de um restaurante local. Seguem as impressões da Blanche de Bruxelles:

Blanche de Bruxelles
Deg. 19/02/2011
Família – Ale
Estilo – Witbier
Teor de álcool – 4,5 %.
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus (cervejaria sugere de 2 a 5 graus).
Cor – Palha, turva.
Espuma – Boa formação e média duração, branca.
Aroma – Limão, cítrico, especiarias, (algo remetendo a erva cidreira?).
Sabor – Leve corpo e boa carbonatação, cítrico, laranja, limão, certa adstringência, condimentada, coentro, moderadamente seca.
Veredicto – Creme melhor que o da nossa “dia-a-dia”, Hoegaarden, bem como mais aromática. Porém a cerveja trazida pela AB ImBev é mais saborosa. Mas é uma wit como deve ser... honesta, como acostumamos dizer!! Notas cítricas de limão e laranja, com temperos, leve corpo e ótima drinkability com uma boa sensação seca. Na receita da Bruxelles, 40% de trigo sem maltar é utilizado, além da adição de açúcar, casca de laranja e coentro.

24 de junho de 2011

Cas Cervejas Especiais

Acabei de receber em casa, as cervejas artesanais produzidas pelo Cassiano, de São Manuel/SP. Ele enviou três rótulos para degustação e posterior postagem no Santa Cerveja !! das minhas impressões. As cervejas que serão provadas são: a Cas 2691, uma blonde ale; a Cas Coffee Beer, uma porter com café; e a Cas Accidenti, uma quadrupel, que já adianto, é a que me deixa mais curioso. Só vou esperar as cervejas “descansarem” da viagem pra não prejudicar a degustação e depois, mãos a obra!!!! Em tempo, vou falar um pouco do Cassiano e da Cas Cervejas Especiais quando iniciar a apresentação das cervejas. Abaixo, os três rótulos enviados pelo cervejeiro de São Manuel/SP, que enfrentaram um bom caminho até a cidade de Campinas/SP.

 

22 de junho de 2011

Rochefort 10

Depois de duas verdadeiras cervejas pra se beber rezando, ou tomar de joelhos, como alguns dizem... O Ápice!!! A Rochefort 10 é tudo aquilo e mais um pouco do que ecoam por aí!!! Extremamente complexa em aroma e sabor com corpo robusto e agradável. Meu pecado de não posta-lás antes já foi punido com penitências!!!! Na verdade aguardava, com muita expectativa a proximidade de vencimento das três versões!!! Mas, felizmente, ou infelizmente, não resisti!!! Degustei e apresentei a todos minhas experiências. O bom é que encontrei os três rótulos com “vencimentos” bem próximos e estas sim, guardei pra futuras “viagens”!!!! Seguem as impressões da santíssima Rochefort 10:

Rochefort 10
Deg. 28/05/2011
Família – Ale
Estilo – Strong Dark Ale (também pode ser classificada como quadrupel) - Authentic Trappist.
Teor de álcool – 11,3 %.
Temperatura de serviço – 8 a 10 graus (cervejaria sugere de 12 a 14 graus)
Cor – Marrom escuro/ cor de refrigerante de cola, reflexos avermelhados, partículas suspensas.
Espuma – Média formação e boa/média duração, bege.
Aroma – Café, chocolate amargo, figo, ameixa, álcool, uvas passas, açúcar mascavo, frutas vermelhas, compota de frutas. Muito complexa!
Sabor – Encorpada e média/baixa carbonatação, frutas secas variadas, chocolate amargo, café, “sensação quente”, álcool e amargor de lúpulo bem inseridos ( e estamos falando de 11,3 % de álcool), (vinho do porto?), caramelo agradável. Muito, muito complexa!!
Veredicto – Todos devem estar se perguntando: será que o cara já tava bêbado pra colocar a tampinha de ponta cabeça?? Não, não!! Foi lapso mesmo... Infelizmente só percebi quando fui postar a foto! Fora esse detalhe, trata-se de uma cerveja realmente divina. Chovendo no molhado, é a melhor Rochefort e uma das melhores cervejas que já provei. O álcool intenso, principalmente no aroma é agradabilíssimo!!! Somente quem está mais próximo de Deus (em tese), ou seja, os monges, podem fazer esta maravilha!!! Rsrsr Aí vão perguntar: e o preço?? A resposta talvez seja esperada: não é barata!!! Mas vale cada centavo, acredite!!!!!!!!!!!! Santíssima Cerveja !!

20 de junho de 2011

Rochefort 8

As Rochefort vão aumentando a potência e a complexidade na medida em que o número impresso no rótulo também aumenta. Diferentemente do que se pode pensar, os referidos números (6, 8 e 10) não representam o teor de álcool, mas indicam o extrato original das cervejas (ou a densidade inicial representadas por 1060, 1080 e 1100). Seguem as impressões de mais uma cerveja pra gente grande, a Rochefort 8:

Rochefort 8
Deg. 28/05/2011
Família – Ale
Estilo – Strong Dark Ale (também pode ser classificada como quadrupel) - Authentic Trappist.
Teor de álcool – 9,2 %.
Temperatura de serviço – 8 a 10 graus (cervejaria sugere de 12 a 14 graus)
Cor – Marrom, turva, partículas em suspensão.
Espuma – Pouca/média formação e média/boa duração, bege.
Aroma – Álcool, chocolate amargo, figo, açúcar mascavo, condimentos, coentro, (banana??).
Sabor – Encorpada e média carbonatação, álcool, “sensação quente”, frutada, frutas pretas, ameixa, figo, açúcar mascavo, maltada, licorosa, final “quente” com leve acidez.
Veredicto – Cerveja complexa em aroma e sabor. No geral um ataque de sabores frutados definem esta versão 8. O final é quente com certa acidez percebidos de forma prazeroza. Melhor realmente se degustada a 10º. Tem muita coisa pra perceber nela!!! Primeira cerveja que me remeteu diretamente ao figo. Uma delícia!!! Gostei muito da Rochefort 6, adorei a 8!!! Que venha a 10!!!!!!!! Santa Cerveja !!