12 de agosto de 2011

Cas Beet Beer

Conhecido no mundo cervejeiro como “Mestre Cas”, o Cassiano se mostra um verdadeiro alquimista. Misturar um monte de coisas pra ter como resultado uma cerveja mais ou menos é uma coisa, mas o Cas faz diferente... pensa e estuda sua receita bem antes de acender sua panela! O resultado são cervejas equilibradas, mesmo quando se utiliza inusitadamente beterraba!! E hoje é o que apresento, a versão com beterraba da Cas Cervejas Especiais. Tive a oportunidade de degustar também esta versão sem pasteurizar. Muito boa! Seguem as impressões da Cas Beet Beer:

Cas Beet Beer
Deg. 09/08/2011
Família – Ale
Estilo – Specialty Beer.
Teor de álcool – 5,0 a 7,0 %.
Temperatura de serviço – 5 a 7 graus.
Cor – Marrom com leves reflexos avermelhados.
Espuma – Média formação e média/pouca duração, cremosa, rosada/bege bem clara.
Aroma – Lúpulo floral evidente, doce, “notas de beterraba cozida”, caramelo, leve álcool, terroso também da beterraba, maltes.
Sabor – Médio corpo e média carbonatação, doce agradável equilibrado com o amargor do lúpulo, sabor de lúpulo, beterraba moderada, leve álcool, final com amargor agradável e leve acidez.
Veredicto – Outra novidade Cas!! Uma cerveja que traz notas terrosas não do lúpulo, mas de beterraba!! É intrigante! Num primeiro momento vc se questiona sobre a beterraba! Mas o ingrediente é utilizado com maestria na receita! Prefira degusta-la a 7ºC. Outra receita interessante e que pode agradar os mais ousados!!!!

11 de agosto de 2011

James Boag’s Premium

Comemorando o dia do Advogado, apresento a melhor australiana da  Lion Nathan (depois das Coopers), que foi homenageada em 2007, por conquistar por dez nos consecutivos, a medalha de ouro no concurso Le Monde Selection, em Bruxelas/Be !! Produzida desde 1994, é a melhor que chegou no Brasil  do grupo australiano. Dentre as qualidades, apresenta um creme muito convincente. O rótulo também estimula a abrir a garrafa. Não preciso nem falar, né... dez pro rótulo e espuma. Outras cervejas são produzidas com a marca Jame Boag, inclusive a Boag’s Wizards Smith’s Ale, uma english pale ale, ou seja, alta fermentação. Por hora seguem as impressões da James Boag’s Premium:

James Boag’s Premium
Deg. 11/03/2011
Família – Lager
Estilo – Pale Lager (Premium American Lager).
Teor de álcool – 5,0 %.
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus.
Cor – Dourada, límpida.
Espuma – Boa formação e muito boa duração.
Aroma – Malte, lúpulo floral delicado, vegetal cozido.
Sabor – Leve/médio corpo e média/baixa carbonatação, o malte é percebido claramente seguido de bom amargor do lúpulo, final adocicado.
Veredicto – Aí uma pale lager que tem o que dizer!!! Bastante maltada com toques de lúpulo floral. Com média drinkability e média carbonatação, até foge da regra de pale lagers, e faz dela algo inusitado. Vale conferir esta australiana!

10 de agosto de 2011

Hahn Premium Lager

O grupo Lion Nathan também produz as boas Hahn. Esta versão apresentada, leva cereais não maltados e carboidratos na receita, mas isso não denigre a cerveja. Possivelmente é a melhor que degustei do grupo australiano (falta degustar a Boag´s). Seguem as impressões da Hahn Premium Lager:

Hahn Premium Lager
Deg. 11/03/2011
Família – Lager
Estilo – Pale Lager (Premium American Lager).
Teor de álcool – 5,0 %.
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus.
Cor – Dourada clara, límpida.
Espuma – Boa formação e boa duração, relativamente cremosa, branca.
Aroma – Maltes, cereais, leve lúpulo herbal.
Sabor – Leve corpo e boa carbonatação, cereais, doce, levíssimo amargor, final adocicado.
Veredicto – Aroma bastante agradável. Não apresentou o aroma de vegetal cozido, que é até comum ao estilo, embora não devesse fazer parte do conjunto. Pontos pra esta versão!!! Mesmo mais para o adocicado do que para o amargo, tem um certo equilíbrio. Também apresenta bom drinkability e é bem refrescante. Interessante australiana que tem suas glórias principalmente no creme que se apresentou e se manteve com classe!

8 de agosto de 2011

XXXX Bitter

Produzida desde 1924, esta versão da cervejaria australiana leve açúcar de cana na receita, é a mais consumida na região em que é produzida, Queensland. Seguem as impressões da XXXX Bitter, infelizmente com a foto um pouco "torta":

XXXX Bitter
Deg. 11/03/2011
Família – Lager
Estilo – Pale Lager (Standard Bitter??). Para a cervejaria é uma Well Hopped Lager!!??
Teor de álcool – 4,6 %.
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus.
Cor – Dourada, límpida.
Espuma – Boa formação e média duração.
Aroma – Malte, doce, forçando... levíssimo lúpulo.
Sabor – Leve/médio corpo e média carbonatação, doce do malte, levíssimo amargor de lúpulo, final amargo/doce.
Veredicto – Não tem conservantes adicionados também! E é só isso que chama a atenção nesta versão!! De Bitter, tem muito pouco! O lúpulo é coadjuvante em aroma e sabor. O doce comanda esta receita que é a pior das australianas que chegaram no Brasil depois das Cooper’s. Experimentei a 4, e depois a 7 graus, e nas duas temperaturas (mesmo a mais quente, que não se recomenda para o estilo) não apresentou grandes informações. O indicado é mesmo de 2 a 4 graus considerando sua baixíssima complexidade.

6 de agosto de 2011

Tooheys New

A Lion Nathan controla quatro cervejarias na Austrália. Entre elas a Tooheys e a Castlemaine Perkins (XXXX). A primeira localizada em Nova Gales do Sul e a segunda em Queensland. A Tooheys New é a segunda maior cerveja em vendas na Austrália, perdendo apenas para a Victoria Bitter (VB) da Forster’s. A versão que apresento da Tooheys não utiliza aditivos artificiais nem conservantes. Foi considerada ainda a melhor cerveja em sabor entre as lagers em premiação que se deu no Australian International Beer Award, em 2006. Seguem as impressões da Tooheys New:

Tooheys New
Deg. 11/03/2011
Família – Lager
Estilo – Pale Lager (Standard American Lager).
Teor de álcool – 4,6 %.
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus.
Cor – Dourada, límpida.
Espuma – Boa formação e boa duração, cremosa.
Aroma – Maltes, cereais, levíssimo lúpulo herbal, leve vegetal cozido.
Sabor – Leve corpo e média carbonatação, doce do malte seguido de levíssimo amargor de lúpulo. Final doce/amargo delicado.
Veredicto – Sem conservantes! Também é boa. A Hahn, outra australiana, é mais saborosa e aromática. Lembro que são cervejas de um estilo que não tem muito a apresentar no que diz respeito a experiências sensoriais complexas. Se é fácil de beber e é refrescante, cumpre seu objetivo. Esta versão passou no teste principalmente pela suavidade que apresenta. Glórias ao rótulo que é bem produzido!!

4 de agosto de 2011

Dama Bier Pilsen

Por enquanto a pilsen da Dama Bier será a derradeira da cervejaria apresentada aqui no Santa Cerveja !! Mas logo tratarei de anunciar a stout que também promete fazer sucesso. Seguem as impressões da Dama Bier Pilsen:

Dama Bier Pilsen
Deg. 20/03/2011
Família – Lager
Estilo – Pale Lager (também como Premium American Lager).
Teor de álcool – 4,8 %.
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus.
Cor – Amarelo/dourado muito claro, levíssima turbidez que se mantém após mais aquecida.
Espuma – Boa formação e boa/média duração, branca.
Aroma – Maltes, “vegetais cozidos”, levíssimo lúpulo, (suaves notas frutadas???).
Sabor – Leve corpo e média carbonatação, leve doçura de maltes seguido de levíssimo amargor de lúpulo, refrescante, final amargo/doce bastante leve.
Veredicto – Mais uma boa opção nacional de premium (esta, premium mesmo) lager. Utiliza somente malte de cevada, sem qualquer adjunto ou conservante. Ou seja, segue a lei de 1516 da Baviera. A leve turbidez, que não é característica do estilo, melhora muito pouco depois de aquecida, mas não prejudica o conjunto.

2 de agosto de 2011

Dama Bier India Pale Ale

A quarta receita desenvolvida pela Dama Bier foi uma India Pale Ale. Muitos colegas entenderam tratar-se de uma English IPA. Eu tive percepção um pouco diferente como vocês poderão ver abaixo. Mas no mundo da cerveja, tudo é muito subjetivo. Ainda bem!!!! Seguem as impressões da Dama Bier India Pale Ale:

Dama Bier India Pale Ale
Deg. 19/03/2011
Família – Ale
Estilo – American IPA
Teor de álcool – 6,5 %.
Temperatura de serviço – 5 a 7 graus (melhor a 7ºC)
Cor – Acobreada, turbidez que permanece, menos evidente, quando aquecida.
Espuma – Média formação e média/pouca duração, bege clara.
Aroma – Doce moderado, caramelo, floral e cítrico dos lúpulos, (terroso???), (levíssimo frutado??).
Sabor – Médio corpo e média carbonatação, amargor moderado/alto, doce também moderado, caramelo, lúpulos e maltes, agradavelmente seca, (certa adstringência?).
Veredicto – Tive a oportunidade de beber esta IPA, extraída direto do tanque de maturação. Claro que é melhor que a versão engarrafada!! A pasteurização atrapalha um pouco. Para o estilo, um pouco mais de amargor seria bom!!! Mas outra vez a pasteurização pesa intensificando um pouco mais o doce dos maltes. Porém, é uma boa IPA carente de lúpulo no aroma e sabor. E embora o rótulo desta versão traga estampada a bandeira da Inglaterra (mais pra lembrar a origem do estilo), estamos diante de uma IPA americana (identificável pelas notas florais e cítricas trazidas pelos lúpulos americanos, mais precisamente cascade e amarillo) com uma “pitada” inglesa pela possível nota terrosa. Devemos considerar ainda que a Dama foi corajosa em produzir uma cerveja de estilo com mais personalidade. Indico!! Isso mesmo, indico (não é Indica, não!!rsrs). Ahhh! Preço justíssimo na fábrica, hein!!!