28 de julho de 2011

Dama Bier Weiss

Inaugurada em 2009, pelos Bazzo, sobrenome conhecido no mundo cervejeiro com história ligada a da Bamberg e também da Burgman, a Dama Bier está em Piracicaba/SP (cidade demais com aquele riozão e boas cervejarias). Com aproximadamente 1189 m2, produz cerca de 50.000 litros de cerveja por mês. Do bar da fábrica é possível visualizar toda a produção das cervejas Dama. Quando visitei a fábrica quatro versões eram engarrafadas e uma Stout estava quase pronta para encontrar os amantes de boas cervejas. Começo hoje a apresentar as cervejas da fábrica piracicabana. Seguem as impressões da Dama Bier Weiss suando:

Dama Bier Weiss
Deg. 19/03/2011
Família – Ale
Estilo – Weizenbier.
Teor de álcool – 5,0 %.
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus.
Cor – Amarelo pálido, turva.
Espuma – Média formação e média duração, branca.
Aroma – Cravo, banana, doce, fermento.
Sabor – Médio corpo e média/boa carbonatação, doce de malte, banana e cravo, certa adstringência, evidente acidez, leve fermento, levíssimo amargor de lúpulo.
Veredicto – Para uma cerveja de trigo, o creme deixa um pouco a desejar. Mas é bem saborosa e aromática trazendo a tona as características principais do estilo. Algumas versões de weizen são adocicadas demais, já a Dama de trigo apresenta-se bem equilibrada, destacando o cravo, que particularmente, me agrada. Também poderia ser mais carbonatada contribuindo para a refrescância. No geral, ótimo custo/benefício!!

26 de julho de 2011

Heineken Star Bottle

Produzida desde 1990 no Brasil, a cerveja Heineken é puro malte e não utiliza conservantes. Sempre inovando, a última criação da cervejaria é a Star Bottle, uma cerveja envasada numa garrafa de alumínio que tem como “vedete”, a própria garrafa!! Esta versão produzida na Holanda, uma vez exposta à luz negra (comumente encontrada em casas noturnas e motéis, rsrsr), revela várias estrelas cadentes no gargalo da garrafa, até então ocultas!! A grande estrela destacada no rótulo, símbolo da marca, faz jus ao nome desta versão baladeira da boa e velha Heineken. Fiquei na expectativa de haver alguma diferença em razão da produção da cerveja se dar no país de origem. Então, seguem as impressões da Heineken Star Bottle:

Heineken Star Bottle
Deg. 26/07/2011
Família – Lager
Estilo – Pale Lager (Premium American Lager)
Teor de álcool – 5,0 %.
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus.
Cor – Dourado intenso, límpida.
Espuma – Média formação e média duração, branca.
Aroma – Doce dos maltes intenso, cereais, leve lúpulo.
Sabor – Médio corpo e boa/média carbonatação, adocicada, maltes, leve amargor.
Veredicto – Diferentemente das Heineken envasadas nas garrafas de vidro que estamos acostumados, e mesmo das envasadas em lata (com menos aroma característico), esta versão apresentou o mínimo de “lightstruck”, aroma comum da marca e considerado defeito sensorial em outras cervejas. A Star Bottle também é menos amarga, menos carbonatada e mais adocicada. Lógico, precisamos nos ater ao objetivo da cervejaria quando lançou a garrafa de alumínio com estrelas que brilham no escuro!! A festa e comemoração é o foco! Mas se quiser beber uma boa Heineken, escolha a garrafa de sempre.

24 de julho de 2011

Lucan Export

A cidade tcheca de Zatec, com aproximadamente 20.000 habitantes (censo 2004), produz lúpulos de fama mundial desde o século X. No fim do século XVIII, havia trinta maltarias e quatro cervejarias na cidade. Em 1800 uma nova cervejaria, também de nome Zatec, iniciou sua produção nas ruínas de um castelo na cidade. Com o tempo, os antigos tanques de fermentação foram reformados, uma moderna sala de brassagem foi construída e investiu-se em alta tecnologia para engarrafamento e envase. Dentre os vários rótulos produzidos, apenas um, por enquanto, chegou ao Brasil. Seguem as impressões da Lucan Export:

Lucan Export
Deg. 21/07/2011
Família – Lager
Estilo – Bohemian Pilsener.
Teor de álcool – 5,3 %.
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus.
Cor – Dourado intenso/âmbar, leve turbidez.
Espuma – Boa formação e boa duração, bege clara, cremosa.
Aroma – Maltes, biscoito evidente, mel agradável, leve lúpulo fino floral.
Sabor – Médio corpo e boa carbonatação, doce dos maltes, amargor fino do lúpulo em segundo plano, mas equilibrando o dulçor, final amargo e relativamente seco com leve adocicado maltado.
Veredicto – Antes, as bolhas formadas no fundo da taça poderiam indicar uma limpeza deficiente do vidro. Mas no caso em questão não foi o que ocorreu. A taça estava muito bem limpa. Não sei ainda o que pode ter acontecido. Fora isso, é uma cerveja surpreendente!! É muito boa! E o biscoito que o importador chamou a atenção na divulgação do produto, realmente aparece muito evidente e agradável no aroma. O mel levemente percebido, é o diacetil presente e necessário para o estilo proposto. É isso, outra pilsen tcheca muito bem feita como de praxe. Defeito?? O rótulo não traz qualquer informação!! Nem as básicas como teor de álcool, por exemplo. Aí é necessário recorrer ao site da cervejaria para sanar as dúvidas!

22 de julho de 2011

Chimay Première

Todas as Chimay estão de “roupa nova”, com rótulo um pouco modificado e com cores mais “brilhantes”. Eu achava mais elegante e “medieval”, antes!!! Mas o que importa mesmo é a... Cerveja!!!! Isso mesmo! E esta versão arrolhada batizada de Premiere é boa! Sobre a cervejaria, informações podem ser encontradas em posts anteriores sobre a Chimay. Estava devendo só este rótulo! Seguem as impressões da Chimay Première:

Chimay Première
Deg. 20/07/2011
Família – Ale
Estilo – Dubbel (Authentic Trappist).
Teor de álcool – 7,0 %.
Temperatura de serviço – 8 a 12 graus. (pela cervejaria, 10º C a 12º C ou mais ou menos 8ºC, caso queira uma refrescância maior).
Cor – Acobreada/marrom claro, turva.
Espuma – Boa formação e boa duração, bege, cremosa.
Aroma – Maltes, doce, caramelo, álcool, frutas vermelhas/morango, (lúpulo?), chocolate.
Sabor – Médio corpo e baixa carbonatação, doce dos maltes, chocolate, frutas vermelhas/cereja, leve acidez, amargor de lúpulo final com certa adstringência.
Veredicto – Apresentou maior turbidez no segundo cálice! Realmente recomendo as versões arrolhadas da Chimay! Pode ser coincidência, mas todas as garrafas com rolha que degustei estavam infinitamente melhores do que as garrafas com as conhecidas “tampinhas”. Não sou fã número um da Chimay, mas uma Chimay é sempre uma Chimay!!! Seminarista Cerveja !! Não Santa !!

21 de julho de 2011

Arsenalnoye Traditional

As cervejas Arsenalnoye são produzidas pela Baltika Breweries desde de 2000 e desde junho de 2008 toda a linha ganhou novo rótulo. O escudo com linhas concisas serve para fortalecer o posicionamento tradicional da marca. E esse escudo, não é apenas um símbolo de força, mas também de “proteção” da qualidade da cerveja. Segundo a cervejaria, o próprio rótulo traz: “Protected Quality” (qualidade protegida) que eu particularmente não consegui encontrar (talvez por estar em russo rsrsr). A marca Arsenalnoye tem mais de 25 prêmios em vários concursos russos e internacionais. Além do rótulo “Traditional”, que é o único disponível, por enquanto, no Brasil, a Arsenalnoye tem mais três versões (Gold, Strong e Live). Seguem as impressões da Arsenalnoye Traditional:

Arsenalnoye Traditional
Deg. 21/07/2011
Família – Lager
Estilo – Pale Lager (Premium American Lager).
Teor de álcool – 5,1 %.
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus.
Cor – Dourada, límpida.
Espuma – Boa formação e boa duração, cremosa, branca.
Aroma – Maltes evidentes, doce, (mel?), notas leves de lúpulo, cereais.
Sabor – Médio/leve corpo e média carbonatação, doce dos maltes seguido de leve amargor de lúpulo, final amargo moderado e levemente adocicado.
Veredicto – Outra boa pale lager com amargor agradável principalmente no final. Esta versão também é do grupo Carlsberg, produzida pela mesma russa, a Baltika. O provável mel percebido no aroma é o único detalhe negativo do rótulo se pensarmos em inscrevê-la num concurso!! No mais, é uma boa cerveja que leva também cereais não maltados na receita. Embora traga sensação refrescante, seu drinkability é razoável!

19 de julho de 2011

Baltika 7 Export

Em dezembro de 2008, a Baltika Breweries participou do World Beer Championships in the USA, considerado o campeonato de cervejas mais antigo do mundo e o júri do concurso, formado por profissionais especialistas, concedeu à Baltika 7 Export a medalha de prata na categoria "Dortmunder Lager". A Export russa é considerada uma versão inovadora em razão de detalhes em suas embalagens. Note que a tampa utilizada para a garrafa é do estilo ring crown (sistema finlandês) e também é conhecida como a primeira cerveja russa em lata. Seguem as impressões da Baltika 7 Export:

Baltika 7 Export
Deg. 14/07/2011
Família – Lager
Estilo – Dortmunder/Export.
Teor de álcool – 5,4 %.
Temperatura de serviço – 5 a 7 graus.
Cor – Dourada, límpida.
Espuma – Boa formação e boa duração, branca.
Aroma – Malte e lúpulo equilibrados, picante, levíssimo “vegetal cozido”.
Sabor – Médio corpo e média carbonatação, leve malte, lúpulo mais pronunciado (mas não exagerado), final de “mosto”com leve amargor de lúpulo.
Veredicto – Outra versão puro malte da cervejaria russa e uma boa Dortmunder lançada em São Petersburgo/Rússia, no ano de 1994! De todas as Baltika, esta versão 7 Export e a 5 Gold Lager são as menos expressivas, mas muito bem produzidas também. O grande objetivo do estilo em questão, segundo o BJCP, é alcançar o equilíbrio de amargor de lúpulo com a doçura dos maltes! Alguns entendem que este equilíbrio é característica buscada em uma Helles. O fato é que a Baltika Export é realmente equilibrada no referido aspecto. Também é refrescante. Vale a pena, e o bolso não dói!

17 de julho de 2011

Baltika 8 Wheat

A Baltika 8 Wheat foi lançada em 2001 e é exportada para 29 países. A versão de trigo não filtrada da cervejaria russa tem traços fortes de personalidade como vocês verão na degustação. A Baltika 8 também é premiada. Em 2008, ganhou medalha de bronze na categoria Wheat Beer Packaged, no Australian International Beer Awards, bem como a Osiris de Ouro na categoria Melhor Wheat Beer no concurso de degustação profissional no X Big Moscow Beer Festival. Seguem as impressões da Baltika 8 Wheat:

Baltika 8 Wheat
Deg. 09/07/2011
Família – Ale
Estilo – Weizenbier.
Teor de álcool – 5,0%.
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus.
Cor – Alaranjada, turva.
Espuma – Ótima formação e boa duração, cremosa, branca.
Aroma – Fermento bem evidente, seguido de banana moderada e leve cravo, doce, cítrico, frutada, (frutas vermelhas???).
Sabor – Médio corpo e boa carbonatação, doce agradável, banana e fermento outra vez evidentes, especiarias/cravo, cítrico, leve acidez.
Veredicto – Muito saborosa!!! Uma cerveja de escola alemã feita na Rússia que se não contar (e não levar em conta características muito peculiares deste rótulo), ninguém duvida que é genuinamente alemã! É menos doce do que normalmente é uma weizen! Também “acredito” que percebi algo diferente do que se tem em cervejas do estilo!!! Estou falando de aroma de “frutas vermelhas”. A visão tende a dominar os outros sentidos. Digo isso, porque alguém pode achar impossível “encontrar aroma e sabor de morango, por exemplo, em uma cerveja alaranjada!!! Devemos nos “despir de preconceitos” quando degustamos cervejas!!! O bom desta versão é que não empapuça como normalmente ocorre com as weizen! Este estilo sempre trouxe a sensação de me deixar alimentado!! Por último, interessante que a Baltika 8 não apresentou turbidez a frio! Isso só ocorreu no copo depois de homogeneizado o fermento!! Nota dez!! Santa Cerveja !!