29 de setembro de 2008

Baden Baden Weiss

Com a degustação desta cerveja de trigo da Baden Baden, fico aguardando apenas a cerveja de Natal para encerrar o ciclo de degustação dos produtos da cervejaria de Campos do Jordão. A Baden Baden já fabricava uma cerveja de trigo, estilo american wheat, a conhecida Celebration Verão. Em 2008 lançou a Weiss, cerveja mais próxima das de trigo alemãs. Esta cerveja, assim como a Baden Baden Tripel (sazonal), foram produzidas depois da aquisição da Baden pelo grupo Schincariol. Seguem as impressões:

Baden Baden Weiss
Família – Ale
Estilo – Weizenbier
Teor de álcool – 5,2%.
Temperatura de serviço – 4 graus.
Cor – Laranja escuro/cor de mel, turva.
Espuma – Boa formação e média duração, cremosa.
Aroma – Pouco cravo, banana pronunciado, doce.
Sabor – Suave, banana, pouco cravo, boa carbonatação, corpo médio, com final levemente doce.
Veredicto – Mais gostosa que sua prima-irmã, a Celebration Verão. Mais escura e mais suave que a maioria das cervejas claras de trigo. Vale dizer que esta Baden Baden Weiss segue a lei de pureza alemã de 1516. Existem cervejas do estilo bem melhores e com preços mais razoáveis no mercado.

27 de setembro de 2008

Eisenbahn Strong Golden Ale

Hoje apresento a todos uma das melhores cervejas produzidas pela Eisenbahn: a Strong Golden Ale. É uma bela cerveja, bastante aromática e com sabor vibrante. O Thiago, um grande amigo, também advogado e também apreciador da boa cerveja, gostou muito desse estilo da escola belga. Um brinde ao Thiago e a sua esposa, Patrícia!
As impressões:

Eisenbahn Strong Golden Ale
Família – Ale.
Estilo – Strong Golden Ale.
Teor de álcool – 8,5%
Temperatura de serviço – 6 a 10 graus.
Cor – Laranja, média turbidez.
Espuma – Média formação e duração, cremosa e bege clara.
Aroma – Cítrico, fermento, malte, doce, (especiarias – cravo?).
Sabor – Frutas cítricas – laranja, doce do malte, leve álcool, bem carbonatada e encorpada, (cravo?).
Veredicto – Boa cerveja!! Muito saborosa e marcante, honrando o estilo. Boa pra acompanhar pratos condimentados.

26 de setembro de 2008

Cervejas Grimbergen

A pequena Abadia da cidade de Grimbergen em Flemish Brabant, região norte de Bruxelas/Bélgica, foi fundada em 1128 por Saint Norbert.
Destruída pelo fogo, foi reconstruída em 1629, quando adotou a fênix como símbolo, que pode ser vista nos vitrais da Abadia e nos rótulos das suas garrafas.
A Abadia foi saqueada depois da Revolução Francesa sendo restaurada em 1845. Novamente estabilizada, a comunidade monástica licenciou a cervejaria Janssens and Peeters para produzir em maior escala as cervejas Grimbergen.
Hoje as cervejas Grimbergen são produzidas pela cervejaria Alken-Maes.
Cinco são as cervejas produzidas pela Alken-Maes: Blonde, Double, Triple, Optimo Bruno e Cuvee L’Ermitage, cerveja de inverno com 7,5% de álcool e notas de chocolate. Todas estão disponíveis no Brasil. As impressões da Grimbergen Blonde e Double:

Grimbergen Blonde
Família – Ale
Estilo – Abadia (Blonde/Belgian Strong Ale)
Teor de álcool – 6,7%
Temperatura de serviço – 6 a 8 graus
Cor – Dourada/alaranjada, límpida.
Espuma – Boa formação e média duração.
Aroma – Cítrico, fermento, pouco cravo/especiarias, pouco doce.
Sabor – Corpo médio, boa carbonatação, doce, maçã, final seco, com after taste, de baunilha e maça.
Veredicto – Fácil de beber. Três ou quatro garrafinhas descem tranqüilo junto com um bom papo, mas não é marcante. Não mostra os 6,7% de teor alcoólico que possui.Tem antioxidante e cereais não maltados. Também classificada como Strong Ale.


Grimbergen Double
Família – Ale
Estilo – Abadia (Dubbel)
Teor de álcool – 6,5%
Temperatura de serviço – 10 a 12 graus
Cor – Marrom avermelhado.
Espuma – Ótima formação e duração, muito cremosa, bege.
Aroma – Fermento, torrado, notas de café, ameixa, doce do malte.
Sabor – Encorpada, média/baixa carbonatação, ameixa, caramelo, malte torrado.
Veredicto – Fácil de beber e não mostra seus 6,5% de álcool também. Gostosa e com mais personalidade que a Blonde. Tem corante caramelo e antioxidante.

23 de setembro de 2008

Eisenbahn Weizenbock

Weizenbock é um dos estilos que aprecio bastante. Seguem as impressões do referido estilo da Eisenbahn, lembrando que um pouco da história da cervejaria encontra-se no post anterior:

Eisenbahn Weizenbock
Família – Ale.
Estilo – Weizenbock.
Teor de álcool – 8,0%
Temperatura de serviço – 8 a 10 graus.
Cor – Castanho muito escuro/marrom.
Espuma – Boa formação e duração, bege.
Aroma – (Cravo, banana?), doce, malte caramelo, frutada.
Sabor – Bom corpo, boa carbonatação, doce do malte caramelado, leve amargor final e malte tostado.
Veredicto – Ótima bock de trigo nacional. Não é a toa que ganhou medalha de bronze no European Beer Star em 2007, um dos maiores e mais prestigiados concursos de cerveja do mundo, na Alemanha. Também participou do Australian International Beer Awards em março de 2008 ganhando medalha de prata.

18 de setembro de 2008

Jenlain Blonde

Existem cervejas que são únicas por serem muito boas ou ruins. Esta cerveja é verdadeiramente muito boa e foi eleita Sabor do Ano na França em 2006.
Quando tive o primeiro contato com as cervejas da Brasserie Duyck , que é a líder em vendas de cervejas especiais na França, produzindo cervejas somente com água, malte, lúpulo e levedura, sem aditivos ou conservantes fui, digamos assim, preconceituoso! Mas os produtos dessa cervejaria foram surpresas muito agradáveis.
Outras informações da Duyck podem ser lidas no post do dia 13/08/2008.
Seguem as impressões da Jenlain Blonde:

Jenlain Blonde
Família – Ale
Estilo – Biere de Garde
Teor de álcool – 7,5%
Temperatura de serviço – 6 a 8 graus
Cor – Laranja intenso, levemente turva pelo fermento.
Espuma – Boa formação e média duração, cremosa.
Aroma – Cítrico, doce do malte, licoroso, (álcool?).
Sabor – Encorpada, média carbonatação, cítrico (laranja), álcool persistente, cravo, fermento, doce do malte com final amargo.
Veredicto – Mais gostosa e menos doce que a Ambrée. As cervejas Jenlain são realmente muito boas. É importante dizer que as rolhas saem com muita facilidade, diferentemente de outras cervejas rolhadas que exigem um certo esforço. Alguns profissionais do ramo classificam essa cerveja como pale ale.

Cervejas Eisenbahn

Sob o comando de um mestre cervejeiro alemão com 30 anos de experiência, em julho de 2002 nasce a Cervejaria Sudbrack, em Blumenau/SC, com a marca Eisenbahn que significa ferrovia em alemão. Inicialmente produziu três estilos de chopp: Pilsen, de origem Tcheca; Dunkel, de origem alemã; e Pale Ale, de origem belga.
Em 2003 lança o Weizenbier, chopp de trigo originário da Alemanha e em seguida a Weihnachts Ale, uma cerveja sazonal produzida em comemoração ao Natal, tradição vinda também da Alemanha.
Em 2004 é produzida a primeira cerveja orgânica do Brasil, a Eisenbahn Natural e a Weizenbock, uma bock de trigo.
Em 2005 é lançada a Kölsch, cerveja originária da cidade de Colônia, também na Alemanha e a Rauchbier, primeira cerveja brasileira feita com maltes defumados.
Já em 2006 a Eisenbahn lança a Strong Golden Ale, de inspiração belga e a Eisenbahn Lust, cerveja produzida pelo mesmo método de fabricação dos champanhes franceses, sendo a terceira do estilo no mundo e a única no Brasil.
Em Julho de 2007 ao completar 5 anos de existência, lança a Eisenbahn 5, cerveja do estilo Vienna Red comemorativa do aniversário. E em dezembro, lança a Lust Prestige, uma versão mais aprimorada da Lust, que tem um ano de maturação ao invés de três meses.
Por fim, em 2008, já pertencendo ao grupo Schincariol, disponibiliza a cerveja Oktoberfest, uma märzen sazonal. Degustei todas elas e postarei hoje, a Eisenbahn Natural e a Rauchbier, que seguem a lei de pureza alemã como todas as Eisenbahn, com exceção da Lust e da Prestige. As impressões:

Eisenbahn Natural
Família – Lager
Estilo – Pale lager (produzida com ingredientes orgânicos).
Teor de álcool – 4,8%
Temperatura de serviço – 2 a 4 graus.
Cor – Amarelo/ouro.
Espuma – Boa formação e duração, cremosa.
Aroma – Lúpulo, malte, cereais, doce.
Sabor – Média carbonatação, corpo médio, malte e lúpulo equilibrados com final levemente amargo.
Veredicto – Boa cerveja. Bastante saborosa sendo melhor que a própria pilsen da Eisenbahn, embora seja uma pale lager.

Eisenbahn Rauchbier
Família – Lager
Estilo – Rauchbier
Teor de álcool – 6,5%
Temperatura de serviço – 6 a 8 graus.
Cor – Âmbar escuro
Espuma – Ótima formação e duração, cremosa, bege.
Aroma – Bastante defumado, malte, doce.
Sabor – Média carbonatação com corpo médio/leve, defumado com amargor final.
Veredicto – Não há muito a dizer. É uma rauchbier, originária de Bamberg, na Alemanha, cerveja feita com maltes defumados. E o que se destaca é isso, o defumado!! Boa para harmonização com charutos e pratos também defumados.
OBS - Postado em 22/09/2008 (Erro do Blog)

17 de setembro de 2008

Baden Baden Tripel

Estou quase concluindo a degustação de todas as Baden Baden. Consegui duas garrafas da famigerada Baden Tripel de núneros 1.882 e 2.258 de 2.500 produzidas. A segunda com kit completo (cerveja + taça + caixa metálica). Já imaginava o que esperar desta cerveja. Não chegou a ser uma decepção, mas não empolgou! A garrafa 1.882 será degustada futuramente com o objetivo e esperança de que haja uma evolução pra melhor dessa cerveja, que foi uma grande “empreitada” da Schincariol.

A linda caixa metálica que acondiciona a também linda garrafa de cerâmica produzida pela Ceramarte de Rio Negrinho/SC, acompanhada da taça, nem tão bonita, que complementa o Kit.

As impressões:

Baden Baden Tripel
Garrafa nº 2.258 (degustada em 13/09/2008)

Família – Ale
Estilo - Tripel
Teor de álcool – 14,0%
Temperatura de serviço – 10 a 12 graus
Cor – Rubi, avermelhada, límpida, bela cor.
Espuma – Média formação e média/pouca duração.
Aroma – Avelã, uva, doce, álcool, frutado.
Sabor – Quente, licorosa, corpo médio com média cabonatação, doce, frutada, álcool, uva, “vinho”, bastante complexa.
Veredicto – Cerveja nacional mais forte do mercado. Tripel ??? Não sei! Tripel porque passou por um processo de três fermentações ?? Não me fez lembrar de outra do estilo. Mas sabe-se também que este tema é polêmico. Já esperava que não seria tão maravilhosa... Sensorialmente não vale seu preço: em média R$ 140,00, em caixa metálica com copo e R$ 75,00 só a garrafa. Porém, a embalagem, garrafa e tampa (flip top), além do tempo de maturação (15 meses) e, principalmente, a iniciativa da Baden Baden depois de sua venda para a Schincariol, talvez justifique o preço.